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What part will your country play in World War III?

By Larry Romanoff, May 27, 2021

The true origins of the two World Wars have been deleted from all our history books and replaced with mythology. Neither War was started (or desired) by Germany, but both at the instigation of a group of European Zionist Jews with the stated intent of the total destruction of Germany. The documentation is overwhelming and the evidence undeniable. (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11)

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Sunday, April 4, 2021

PT -- LARRY ROMANOFF -- LIDAR COM DEMÓNIOS -- April 04, 2021

 

 

LIDAR COM DEMÓNIOS


Por Larry Romanoff, April 04, 2021




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O Isolamento



No início da epidemia, a China concretizou as medidas mais abrangentes e rigorosas jamais tomadas. Wuhan foi isolada em 23 de Janeiro, juntamente com várias outras cidades na província de Hubei, logo a seguir e depois, toda a província. (1)


O transporte público foi totalmente suspenso. Aeroportos, estações de caminhos de ferro, centrais de autocarros e camionetes, cais de barcos cacilheiros e transportes fluviais foram encerrados, todas as autoestradas e vias principais com portagem foram fechadas e a maioria das estradas bloqueadas. Todos os metropolitanos e autocarros pararam de circular, e todas as pessoas deveriam permanecer em casa. O bloqueio inicial, no final de Janeiro,  envolveu cerca de 20 milhões de pessoas, chegando num mês, a cerca de 60 milhões, na época em que a China tinha só cerca de 500 infecções. Esta alteração, sem precedentes nos tempos modernos e sem dúvida uma decisão difícil de ser tomada, disse muito sobre a gravidade da situação e sobre a seriedade com que o governo encarou a ameaça à saúde pública. Nessa ocasião, o Presidente da China, Xi Jinping, emitiu um aviso bastante sério e preocupante, afirmando que "Os governos de todos os níveis são obrigados a tomar resolutamente todas as medidas preventivas para conter a rápida propagação do vírus e ser completamente transparentes sobre a sua situação local, a fim de que o país se possa unir para combater a pandemia  e garantir que o mundo tenha uma imagem verdadeira da situação”. Como Xi deixou claro, “Os erros do passado não se devem repetir”.



 

Todas as evidências sugerem que as autoridades chinesas agiram com eficiência, logo que perceberam o perigo que poderiam estar a enfrentar.

 

Ao recordar os problemas do SARS, eles impuseram muito mais restrições. Na maioria dos grandes centros do país, todas as instalações desportivas, teatros, museus, atracções turísticas, todos os locais que atraem multidões, foram encerrados, assim como todas as escolas. Todas as excursões em grupo foram canceladas. Não só foi bloqueada a cidade de Wuhan, mas praticamente toda a província de Hubei, com a paralisação de todos os comboios, aviões, camionetes, autocarros, metros, embarcações, todas as vias de circulação e o fecho das portagens. Foram cancelados milhares de voos e de viagens de comboio até nova ordem. Algumas cidades como Shanghai e Pequim, estavam a efectuar testes de temperatura em todas as estradas que conduziam às cidades. Além do mais, Wuhan estava a construir dois hospitais portáteis de 25.000 metros quadrados cada, para lidar com pacientes infectados. Wuhan pediu também aos cidadãos, que não saíssem nem entrassem na cidade sem um motivo inadiável e todos estavam  a usar máscaras.

 

A escala do desafio de concretizar esse bloqueio foi imensa, comparável ao encerramento de todas as ligações de transporte de acesso a uma cidade, com 5 vezes o tamanho de Toronto ou Chicago, dois dias antes do Natal. Essas decisões não tinham precedentes, mas testemunharam a determinação das autoridades em limitar a propagação e os danos desse novo  agente patogénico. Não abordaram só a gravidade da situação, como também a seriedade da sua consideração pela saúde pública -  decisões difíceis de serem tomadas, visto que destruíam o usufruto do feriado a centenas de milhões de pessoas. A maior parte dos espectáculos públicos foi cancelada, assim como as excursões e muitos casamentos. O prejuízo para a economia, durante este período que é o mais festivo de todos, foi enorme. Hong Kong sofrerá fortemente, além de todos os outros problemas, pois que as visitas da China Continental sustentam, geralmente, grande parte da economia de vendas a retalho, durante este período.

 

E a comunicação mediática ocidental já estava a atacar redondamente a China, (2) alguns a referir que os bloqueios e as quarentenas eram "uma violação dos direitos humanos" e eram, de qualquer forma, ineficazes, com Pompeo, do Departamento de Estado dos EUA, já a lamentar a "falta de transparência" do governo chinês e o Imperial College de Londres a argumentar que as infecções na China foram subestimadas por um factor de dez.(3) E, claro, os amigos da China em Langley, Virgínia, estavam ocupados a fazer postagens no Weibo, invocando que era "o fim do mundo" com todos "à beira das lágrimas", enquanto o Guardian do Reino Unido afirmava, que "o pânico estava a espalhar-se" na China. (4)

 

Uma semana após o isolamento de Wuhan, foi suspenso praticamente todo o tráfego ferroviário e aéreo da China, para impedir o vírus de ter um meio de transporte. Esta foi, obviamente, a parte mais estranha, com grande parte da população prestes a viajar para casa para o feriado do Ano Novo Chinês. Todas as áreas de concentração da população foram fechadas. Para evitar aglomerações, foram encerrados restaurantes, shoppings, cinemas, museus, mercados, centros turísticos e muitos lugares semelhantes e muitas fábricas foram seriamente afectadas por dificuldades inesperadas de laboração, devido às quarentenas. As medidas fortes, por mais eficazes que fossem, prejudicaram inevitavelmente, algumas partes da economia chinesa e claro que causaram transtornos e algumas dificuldades no dia a dia das pessoas, mas as medidas sem precedentes produziram resultados positivos, com uma rápida diminuição de novas infecções.

 

Usando Shanghai como exemplo, no final de Fevereiro a cidade submeteu a exames nos aeroportos da cidade, todos os viajantes de países gravemente afectados, a fim de evitar infecções importadas. Todos os passageiros que chegavam, que moravam ou viajavam nos países mais afectados, foram submetidos automaticamente a uma quarentena de 14 dias em casa ou em hotéis designados. (5) (6) Esses passageiros não foram autorizados a utilizar táxis ou transportes públicos, mas foram conduzidos a locais de quarentena designados pelas autoridades alfandegárias, onde estavam trabalhadores comunitários à espera deles, com uma equipa de autoridades locais, um médico e um polícia para orientá-los para a quarentena doméstica. Este grande grupo era formado por voluntários que viviam temporariamente em hotéis próximos, evitando as suas residência devido ao risco de propagação do vírus. (7)

 

Os estrangeiros foram considerados antecipadamente e foi-lhes oferecida a assistência necessária das comunidades onde residiam, a fim de solucionar as suas dificuldades após a entrada na cidade.(8) No início de Março, a China impôs grandes restrições às viagens aéreas de entrada e efectivamente fechou as fronteiras. Quem não tinha residência e emprego permanente em Shanghai não tinha permissão para entrar na cidade por estrada, excepto por razões médicas.(9) O Governo Central suspendeu temporariamente a entrada no país de titulares de passaportes estrangeiros, mesmo com vistos ou autorizações de residência válidos, o que foi uma medida sem precedentes, mas necessária para prevenir infecções importadas. (10) (11)

 

As áreas residenciais da maioria das cidades chinesas são compostas por comunidades que são em grande parte independentes, semelhantes em alguns aspectos aos condomínios fechados no Ocidente, tornando, certamente, mais fáceis e eficazes, o isolamento e a quarentena, do que nos extensos subúrbios da América do Norte. Na minha comunidade em Shanghai, por exemplo, a estrada que conduz à comunidade foi bloqueada, o que significa que ninguém saiu, nem entrou. Estavam disponíveis autorizações especiais para alguns tipos de viagens oficiais ou necessidades médicas, mas na prática, eram poucas. Todas as actividades comerciais da comunidade foram encerradas temporariamente, assim como as escolas e os locais de encontro. Quase todos permaneciam em casa e, quando eram necessárias breves excursões, usava-se sempre a máscara e evitava-se a proximidade de outras pessoas.

 

Mas havia muito mais liderança e planeamento que não eram visíveis. Imediatamente após a execução da quarentena comunitária, as autoridades locais contrataram um grande fornecedor de alimentos para dar continuidade às provisões. Foi projectado durante a noite um aplicativo online para telemóvel, usado para fazer pedidos de todos os alimentos, vegetais frescos e carnes. A cada dois ou três dias, um camião de entrega passava nas barreiras e entrava na comunidade, os motoristas estavam proibidos de fazer contacto humano. Cada pedido era embalado e lacrado separadamente e enviado para o departamento do centro comunitário, onde os residentes podiam levantá-los e pagar online após a entrega. Um sistema semelhante foi organizado para o fornecimento regular de medicamentos. As entregas do correio eram depositadas na barreira da estrada, onde os residentes podiam ir, um a um, levantar os seus pacotes. Não foi esquecido nada e a participação cuidadosa foi mais ou menos total. Permanecer em casa era considerado um dever cívico dos residentes da comunidade, para se protegerem uns aos outros e prevenir a propagação do vírus. Os seguranças locais foram extremamente úteis. Estavam bem informados sobre todos os procedimentos, eram competentes a medir as temperaturas e capazes de tomar decisões. Não tivemos uma única infecção.

 

Devido à maioria dos residentes permanecer isolada em casa, os pedidos online e as solicitações de entrega aumentaram talvez dez vezes mais e os supermercados e as plataformas de comércio electrónico de Shanghai trabalharam intensamente para garantir o abastecimento adequado de alimentos durante o isolamento. (12) O aumento da procura representou desafios porque muitos fornecedores de alimentos e empresas de logística já tinham parado de trabalhar durante o Festival da Primavera, mas as cadeias de abastecimento domésticas da China são excepcionais, muito melhores do que as existentes em qualquer outro país. Cada um dos grandes fornecedores providenciou rapidamente a distribuição de cinco a dez vezes as suas quantidades diárias normais, trazendo, cada um deles, centenas de toneladas de alimentos e organizando as distribuições à comunidade. Ao mesmo tempo, muitas plataformas de comércio electrónico organizaram rapidamente programas com os fabricantes para obter fornecimentos médicos urgentes, incluindo máscaras, desinfectantes e roupas de protecção. A maioria criou áreas especiais nos seus aplicativos de telemóvel para permitir que os residentes pudessem comprar facilmente todos os artigos necessários.

 

Liderança

 

Uma razão pela qual os chineses foram capazes de lidar com a epidemia, enquanto o Reino Unido e os EUA tropeçavam no escuro, é que os chineses pensam, com muita razão, que estiveram sob ataque biológico irregular, desde 1950, portanto, estavam preparados com planos bem traçados e organizadores competentes para responder a um acontecimento desses. Assim que o governo central soube da natureza específica do surto, respondeu maciçamente e, em grande medida, a população compreendeu a necessidade do que lhe era solicitado e cooperou.

 

O Presidente chinês, Xi Jinping, disse: "O Coronavirus é um Demónio e não podemos deixar esse Demónio  esconder-se." (13) Disse que a China estava "perante a grave situação de uma disseminação acelerada" do vírus, que "o povo chinês está a travar uma batalha dramática contra o surto da nova pneumonia do coronavírus. A vida e a saúde das pessoas são sempre a primeira prioridade do governo chinês, e a prevenção e controlo da epidemia é a tarefa mais importante de momento, então eu mesmo tenho estabelecido, iniciado e dirigido as operações."

 

O Snr. Xi deu a máxima prioridade, presidindo pessoalmente a uma reunião da Comissão Permanente onde ouviu todos os relatórios e decidiu, imediatamente, criar um grupo da Comissão Central do PCC para supervisionar o esforço nacional, e enviar também um grupo de planeamento de alto nível para Hubei, para dirigir o trabalho no terreno. (14) Logo após o surto ocorrer e o agente patogénico ser identificado, um Grupo Central de Orientação apareceu em Wuhan para supervisionar todos os esforços do COVID-19, para libertar a equipa médica das responsabilidades de administração e planeamento e para assegurar que recebessem tudo o que era  necessário.(15)

 

Com esta liderança, os leitos hospitalares disponíveis de Wuhan aumentaram de 5.000 para cerca de 25.000 em dez dias. Foi a partir daí que centenas de equipas médicas e cerca de 50.000 médicos foram enviados de toda a China para a província de Hubei. Foi desta liderança que surgiram os confinamentos e as quarentenas, e foi desta liderança que as mortes na China foram limitadas a pouco mais de 4.000, a maioria em Wuhan, sendo poupado todo o resto desta nação de 1 bilião e 400 milhões de pessoas.

 

Como é que a China o conseguiu? Não foi a "China". Foi o povo chinês, a sua civilização e a sua cultura. Toda a sociedade chinesa foi mobilizada, não apenas o Governo Central ou as autoridades médicas em Hubei, mas todos os cidadãos, empresas privadas, empresas estatais e fundações, avaliaram instantaneamente a sua capacidadde de ajuda e então agiram. (16) Wuhan recebeu apoio em grande escala de toda a nação, não só para travar a batalha, mas para se recuperar dos efeitos da guerra. Não foram unicamente os isolamentos e as quarentenas a cortar os canais de fuga do vírus. Centenas de milhões de chineses sacrificaram algo das suas vidas normais para conter a propagação do vírus, agindo em uníssono e trabalhando juntos para alcançar uma resposta colectiva. Os ocidentais nunca compreenderão esta atitude.

 

A comunição mediática dos EUA estava ocupada a destruir a China, alegando uma "resposta lenta" ao vírus (enquanto ignorava, convenientemente, os três meses perdidos no seu próprio país), mas os americanos compreendem apenas vagamente (se é que percebem) a capacidade chinesa de agir rapidamente que, para grande pesar de todos os americanos, em todos os lugares, se deve principalmente a duas coisas - ao sistema político da China e ao socialismo embutido no DNA cultural chinês. Embora o Ocidente de língua inglesa seja uma cultura do tipo "cada um por si", os chineses são uma civilização e agem em uníssono como tal, com o resultado de que, praticamente,  estão todos unidos e de acordo, no que diz respeito aos acontecimentos importantes para a nação. Assim, na ausência da competição de interesses privados e egoístas, um plano nacional pode ser concebido, examinado, discutido, aprovado e executado num espaço de tempo muito mais curto do que num país como os Estados Unidos - e com a total cooperação e aprovação públicas.

 

O sistema político da China é muito mais unido do que no Ocidente, tornando os governos locais responsáveis ​​perante o governo central, ao passo que nas nações ocidentais as autoridades locais são amplamente autónomas, tornando a cooperação quase impossível. Assim, em tempos de emergência, o isolamento burocrático evapora-se, simplesmente, e a enorme força de trabalho do país torna possível a rapidez da execução sem sacrificar a qualidade. E, com a população em geral a partilhar amplamente os objectivos da nação, as orientações sobre a maneira de agir, que podem ser resistidas no Ocidente, são amplamente aprovadas na China. Devido à excelente organização da China, o governo central tem a capacidade de mobilizar rapidamente todos os recursos de que necessita. Construir um novo hospital em dez dias ou uma nova ferrovia de alta velocidade no espaço de tempo de um ou dois anos é uma mobilização liderada pelo governo da sociedade chinesa. Como a China tem só um partido político e uma ausência completa de lutas internas partidárias, o governo age em unidade com a população e, logo que seja determinada uma directriz de acção clara e resoluta, toda a civilização chinesa não só está ansiosa por participar, como também está disposta a sacrificar-se para concretizá-la, algo muito difícil dos ocidentais imaginarem. Muitos trabalhadores entrevistados pela CGTN sentiam-se orgulhosos de dizer que dormiram apenas duas horas em três dias, durante a construção dos novos hospitais. (17)

 

Martin Jacques disse:

"A capacidade da China para lidar com emergências deste tipo é muito mais desenvolvida e muito mais capaz do que poderia ser alcançada por qualquer governo ocidental. O sistema chinês, o governo chinês, é superior a outros governos para resolver grandes desafios como este. E há duas razões: em primeiro lugar, o Estado chinês é uma instituição muito eficiente, capaz de pensar estrategicamente e mobilizar a sociedade. E a outra razão é que os chineses esperam que o governo assuma a liderança neste tipo de questões e eles seguirão essa liderança."(18)

 

Como o número de infecções aumentou para além da capacidade dos hospitais locais, atingindo no apogeu, 15.000 novos pacientes por dia o grupo de planeamento dirigiu a sua atenção: primeiro, para o fornecimento de capacidade hospitalar adicional,(19) e então planearam, projectaram e construíram dois hospitais novos enormes. Não eram "quartéis frágeis e despojados", como foi descrito pela comunicação mediática ocidental; observados a partir do interior, a sua aparência era idêntica à de qualquer hospital moderno totalmente equipado. (20) (21) Eram unidades modulares de betão, projectadas para montagem rápida, de maneira semelhante à colocação de contentores de transporte, lado a lado, com instalação completa de ar condicionado, aquecimento, ventilação, pressão negativa, electricidade abundante e muito mais. Depois de montadas, essas unidades funcionam como um todo e são um hospital normal, com todos os equipamentos e instalações que normalmente encontramos em qualquer hospital. O primeiro foi construído em dez dias por 16 mil homens, em turnos 24 horas por dia. O segundo hospital era maior e foi acabado em apenas 6 dias. (22) Para limpar e nivelar o local e colocar a infraestrutura, havia 240 equipamentos de construção trabalhando no mesmo local, ao mesmo tempo - também 24 horas por dia. A comunicação mediática chinesa publicou vídeos das diversas fases do processo de construção, que eram verdadeiramente surpreendentes. Esses hospitais foram construídos em várias cidades da província de Hubei.

 

Imediatamente após a conclusão do primeiro hospital, mais de 3.000 médicos e enfermeiras de cerca de 300 hospitais de todo o país foram enviados para trabalharem nesse estabelecimento. O grupo fez muito mais do que construir hospitais. Foi criado um total de 16 hospitais provisórios através da conversão de locais públicos, foram reformados vários hospitais existentes para atender exclusivamente os pacientes do COVID-19 e mais de 500 hoteis, centros de treino e centros de saúde foram convertidos em locais de quarentena. (23) Um hospital improvisado em Wuhan foi transformado de centro desportivo numa clínica de tratamento de MTC (Medicina Tradicional Chinesa), enquanto muitos centros de exposições e ginásios foram convertidos em hospitais provisórios para os que apresentavam sintomas leves, mas que ainda precisavam de quarentena. (24) Este Grupo de Orientação Central desempenhou um papel insubstituível na batalha contra o vírus de Wuhan.

 

O que o mundo visivelmente não valoriza, é que, do total de 4.600 mortes na China, 4.500 delas (98%) ocorreram na província de Hubei. Se os dirigentes da China não tivessem isolado de imediato a cidade de Wuhan e colocado, a seguir, toda a província em quarentena, o número de mortos poderia ter sido de centenas de milhares. De acordo com um artigo publicado no final de Março, na revista Science, (1) o co-autor Christopher Dye disse: "A nossa análise sugere que, sem a proibição de viagens em Wuhan e a resposta nacional de emergência, teria havido mais de 700.000 casos COVID-19 confirmados fora de Wuhan em [Fevereiro]. (25) As medidas de controlo da China, funcionaram, interrompendo de maneira bem sucedida, a cadeia de transmissão."

 

A maioria dos países asiáticos seguiu o exemplo da China, com resultados semelhantes. Os Estados Unidos recusaram-se a fazê-lo, permitindo que o vírus se propagasse livremente, por terem evitado os isolamentos e as quarentenas e, no momento em que este artigo foi escrito, parecia estar a caminho de pelo menos 100.000 (sendo a maioria) mortes desnecessárias. A maneira americana de lidar com a epidemia era não fazer nada e atirar pedras à China. (26) O Canadá fez o mesmo: Shanghai fica a apenas a duas horas de Wuhan e não teve tempo para se preparar ou planear, mas teve apenas algumas centenas de infecções e apenas 7 mortes. O Canadá, com uma população numericamente semelhante à de Shanghai, a 10.000 km de Wuhan e com meses para se preparar, teve mais infecções e falecimentos do que toda a China junta.

 

Claro que não foi perfeito. Vamos aceitar que algumas autoridades locais em Wuhan tiveram relutância em enfrentar a possibilidade de uma grande epidemia num momento tão crucial e hesitaram em divulgar o facto de que as mortes já estavam a ocorrer. Embora esse acontecimento tenha sido realmente um constrangimento para a China, pode ser facilmente demonstrado que o efeito líquido foi zero porque o trabalho de investigação médica continuou inabalável e, assim que o novo agente patogénico foi descoberto, essa informação foi tornada pública para a China e para o mundo. A relutância de algumas autoridades locais em divulgar uma nova doença não causou atrasos de qualquer tipo, seja na China ou internacionalmente, porque até àquela altura não havia nenhuma informação a ser comunicada, a não ser o facto de que algumas dezenas de pessoas tinham adoecido com uma infecção respiratória atípica. Todas as acusações de que a China fez perder dois ou três meses de tempo de preparação aos Estados Unidos, não passaram de uma jogada política juvenil, porque as autoridades chinesas comunicaram tudo o que sabiam logo que tomaram conhecimento do mesmo.

 

Para o Ocidente, essa breve hesitação foi um grande factor positivo, porque forneceu, no seu melhor,  oportunidades ilimitadas (e aparentemente intermináveis) para oportunismo político violento e opressor da China. Em contraste, o descontentamento dentro da China foi real, tanto para o público como para o governo central - que  demitiu ou substituiu os mesmos funcionários locais, de imediato. Como país, a China enfrenta os seus erros abertamente com o público e age de prontamente de acordo. Comparem esta situação com a descoberta nos Estados Unidos, de que a CIA operava a maior rede de prisões de tortura da História do mundo. O que aconteceu? Muita reclamação da comunicação mediática, uma audiência fraudulenta no Congresso, muitas informações ocultadas e suprimidas e todo o assunto varrido para debaixo do tapete, removido do radar da comunicação mediática e rapidamente esquecido. As prisões de tortura ainda estão abertas hoje e só uma pessoa de menor importância pagou e foi sentenciada com uma pena mínima. Até agora, todos os réus envolvidos mantiveram as suas posições e nada mudou.

 

Para um estrangeiro que observava dentro desse país, o governo chinês e o povo chinês foram corajosos ao assumir essa tarefa formidável. Desde o início, colocaram a vida e a saúde das pessoas em primeiro lugar. O Governo Central mobilizou toda a nação, organizou mecanismos incalculáveis de controlo e tratamento e agiu com abertura e transparência, com grande parte da população a fazer sacrifícios significativos sem, no entanto, reclamar.

 

A coesão e a coordenação nacionais foram admiráveis. Todos os 50.000 médicos da linha da frente e muitos outros que foram para Wuhan eram voluntários, 90% deles eram membros do Partido que juraram "em primeiro lugar, carregar o fardo do povo e só depois, usufruir o seu bem-estar". Para os ouvidos ocidentais, isto levanta suspeitas e causa desconfiança como sendo propaganda inútil e desnecessária, mas muitos desses funcionários da linha de frente morreram naquela batalha. Para eles não era propaganda. Zhang Wenhong, membro proeminente do Partido e Director do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Huashan, de Shanghai, disse: "Quando nos juntamos ao Partido, jurámos que daríamos sempre prioridade aos interesses do povo e seguiríamos em frente, perante as dificuldades. Este é o momento de cumprir a nossa promessa. Todos os membros do Partido Comunista Chinês devem correr para a linha da frente. Não me importa o que estavam realmente a pensar quando se juntaram ao Partido. Agora é o momento de cumprir o que prometeram. Não me importa se  concordam ou não: não é negociável. " (1) Esta atitude pode parecer consideravelmente autoritária para um ocidental, mas existia muita bondade por trás destas palavras. Zhang disse mais tarde: "A equipa de primeiros socorros colocou-se em grande perigo. Estão cansados ​​e precisam de descansar. Não devemos abusar das pessoas boas." Nessa altura, ele substituiu quase todos os médicos da linha da frente por membros de diversos sectores.

 

Nós, ocidentais, não podemos compreender o facto da sociedade e da cultura da China serem muito mais compassivas do que as nossas. Os chineses dão muito mais valor aos idosos do que nós. Na China (como em Itália), os avós e os idosos vivem com a família, nunca são enviados para os asilos para viver e morrer mais ou menos sozinhos. Quando se percebeu que,  sobretudo os idosos, estavam ameaçados de ter uma morte prematura e dolorosa, os chineses colocaram toda a sua economia em ‘standby’ e a sua prioridade foi salvar essas pessoas.

 

Dr. Bruce Aylward, chefe da Missão Internacional da OMS, disse: "Perante uma doença até então desconhecida, a China adoptou uma das abordagens mais antigas para o controlo de doenças infecciosas e concretizou, provavelmente, o isolamento mais ambicioso, rápido e agressivo de uma doença. A China, em  toda a História, tomou medidas antiquadas, como o procedimento nacional de lavar as mãos, usar máscaras, praticar o distanciamento social e o controlo universal da temperatura. Mas então rapidamente, consoante começou a evoluir, a resposta começou a mudar ... Então, eles aperfeiçoaram a estratégia enquanto avançavam e este aspecto é importante, quando procuramos saber como devemos usá-la daqui para a frente. A OMS está aqui desde o início desta epidemia, a trabalhar todos os dias com o governo da China ... A OMS esteve aqui desde o início e nunca mais saiu." Disse ainda: "O que mais me impressionou foi que todos os chineses tinham um forte sentido de responsabilidade e dedicação em relação a contribuir na luta contra a epidemia". O Director-Geral da OMS, Tan Desai, comentou: "A velocidade e a escala de acção da China são raras ... Essa é a vantagem do sistema da China, e essa experiência valiosa, vale a pena ser aprendida por outros países."

 

O Global Times publicou um editorial intitulado: "Os milagres da China estão para além da compreensão tendenciosa do Ocidente", do qual citarei aqui:

"A retórica  que acusa a China de esconder a verdade já se tornou uma banalidade. Estes supostos especialistas, nos EUA, presumem sempre que a China está errada ou que não é confiável e então, tentam provar a conclusão pressuposta com provas ambíguas e com uma lógica pervertida. Estão acostumados a fixar os olhos em histórias fictícias sobre a China, mas poucos estão dispostos a perceber o que realmente está a acontecer no país. Para esse país que deixou a epidemia sair do controlo, apesar dos avisos óbvios enviados pela China, a luta contra o vírus da China é realmente um milagre. Mas para a China, o resultado parece absolutamente normal e merecido, tendo em vista o forte sentido de responsabilidade do governo pela vida das pessoas, a grande capacidade de mobilização do sistema governamental e a firme disposição do povo chinês em apoiar todas as medidas de isolamento. Em nenhuma parte isso poderia funcionar como funciona na China e, portanto, não faz sentido aplicar os modelos de qualquer país à China. A China tem feito milagres nas últimas décadas graças aos tremendos esforços do governo e do povo. Desde a reforma e da abertura, a China cresceu rapidamente, para se tornar na segunda maior economia do mundo e tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza extrema.” (27)

 

O Lancet publicou um artigo afirmando que "a China merece gratidão e não a crítica, por ter lidado com a pandemia do COVID-19". O editor do Lancet, Richard Horton, referiu que os pesquisadores chineses estavam a fornecer informações cruciais, mas ninguém no Ocidente estava a prestar atenção, e não se prepararam. Em Janeiro, o The Lancet publicou cinco artigos que "contam o relato do que se desenrolou no mundo ocidental nos últimos meses. Mostraram que surgiu um vírus mortal que não tinha tratamento e que podia ser transmitido entre as pessoas. Sabíamos tudo isto na última semana de Janeiro, mas a maioria dos países ocidentais e os Estados Unidos da América desperdiçaram Fevereiro e o início de Março antes de agirem. Essa é a tragédia humana do COVID-19. Graças ao trabalho dos médicos e dos cientistas chineses a trabalhar em colaborações internacionais, todas estas informações tornaram-se conhecidas em Janeiro, mas por motivos difíceis de perceber, o mundo não prestou atenção. O resultado foi que morreram desnecessariamente, milhares de pessoas." (28) Horton disse ainda que os ataques à China feitos pelos políticos [americanos] eram injustificados. "Quero deixar registado e agradecer aos meus amigos e colegas na China, que trabalham em Medicina e em Ciência Médica, pelo que fizeram. Como disse, considero que lhes devemos muito... Eles não merecem críticas, merecem a nossa gratidão." E houve mais: em 15 de Maio de 2020, o The Lancet publicou uma avaliação contundente da forma como a Administração Trump lidou com a epidemia de vírus, na qual exortava todos os americanos a votarem na saída do Presidente Trump [devido à sua incompetência]. “Os americanos devem colocar um Presidente na Casa Branca, em Janeiro de 2021, que compreenda que a saúde pública não deve ser regulamentada pelas políticas partidárias. (29)

 

O principal objectivo do Governo da China é o rejuvenescimento do país, em parte comprovado pelos esforços determinados feitos para a melhoria e para o bem-estar da sua população, o que se reflecte na credibilidade e alto nível de confiança que o povo chinês deposita no seu governo. Estes conceitos não existem no Ocidente. Nos Estados Unidos, o "modelo do mundo para tudo", uma epidemia de vírus é vista através das lentes do lucro das grandes empresas, as pessoas doentes não são seres humanos que precisam de assistência, são apenas um novo "mercado" lucrativo - para quem tem dinheiro para pagar. Um hospital americano não é um lugar para curar enfermos, mas uma espécie de curral cheio de vacas leiteiras para ordenhar. Esta é uma das razões fundamentais por trás da abordagem caótica e desesperada dos Estados Unidos em lidar com a epidemia. A Administração Trump falhou em ajudar-se a si própria e recusou-se a ajudar até mesmo os seus amigos, por um lado ignorando o sofrimento e as dificuldades extremas da China e perdendo o seu tempo marcando pontos políticos baratos no cenário mundial, feliz com a perda de vidas e com os prejuízos económicos que a China estava a sofrer.

 

O socialismo no seu melhor

A 4 de Abril de 2020, a China realizou um momento de reflexão de três minutos a nível nacional para homenagear os que morreram no surto do coronavírus, especialmente o pessoal médico agora considerado como "mártires" que caíram enquanto lutavam contra o que se tornou uma pandemia global. (30) Ocorreram comemorações em todas as cidades principais, mas foram particularmente pungentes em Wuhan e realizaram-se durante o festival tradicional de Qingming, quando os chineses visitam os túmulos dos seus antepassados. O Conselho de Estado chinês ordenou que as bandeiras nacionais fossem colocadas a meia haste em todo o país, bem como nas embaixadas e consulados chineses no estrangeiro.

 

Foi animador verificar que durante a epidemia, hoteis privados chineses em Wuhan fornecessem voluntariamente quartos gratuitos ao pessoal médico que necessitava de descanso. Xiao Yaxing, a proprietária privada de um hotel de quatro estrelas na cidade, abriu um grupo de discussão no WeChat onde solicitou aos seus colegas de mais de 40 hoteis que oferecessem quartos a médicos e enfermeiros que trabalhavam dia e noite para salvar vidas. Disse que, uma vez que quase todos os transportes tinham cessado na grande cidade, era difícil para o pessoal médico chegar aos hospitais a partir de casa e precisavam de locais de descanso e, como ela referiu, "muitos hoteis em Wuhan estão fechados para viajantes, deixando muitos quartos vazios que podemos oferecer gratuitamente".(31) Yi Qingyan, gerente regional do ramo hoteleiro de Feizhu na província de Hubei, na China Central, disse que, quando ouviu falar do grupo de Xiao, pediu aos gerentes de hotel que conhecia, para fornecerem quartos ao pessoal médico. (32)

 

Em Março, o Partido Comunista da China doou 5,3 biliões de RMB (750 milhões de dólares) para serem utilizados para "ampliar o benefício" aos médicos da linha de frente, os que prestam assistência na província de Hubei, a que foi mais duramente atingida. (33) O dinheiro foi entregue ao Ministério das Finanças, ao qual foi confiada a distribuição do mesmo, com a estipulação de que as famílias dos trabalhadores médicos que morressem na linha da frente seriam beneficiários elegíveis, e também que alguns funcionários de base, agentes de segurança pública, trabalhadores comunitários, voluntários e jornalistas da linha da frente poderiam ter acesso a esses fundos. Além do mais, quase 80 milhões de membros do Partido Comunista da China em todo o país doaram mais de 8 biliões de RMB para o esforço do coronavírus, e as doações ainda estavam a chegar na altura em que redigi este capítulo. Não teria sido bom se o partido republicanos ou o partido democrata e os seus respectivos membros tivessem feito o mesmo por Nova Iorque?

 

Sendo uma sociedade socialmente orientada, a China também tem instituições de caridade, mas são animais muito diferentes dos existentes no Ocidente, muito especialmente os da América do Norte. As instituições de caridade chinesas não gastam 80% dos fundos recolhidos em despesas de funcionamento e de representação. De facto, normalmente não angariam dinheiro, mas sim bens reais que são distribuídos aos beneficiários. Como exemplo, quando os hospitais Wuhan lançaram um pedido de ajuda, a Federação de Caridade Hubei recebeu mais de 1 milhão de máscaras e outros materiais médicos que foram imediatamente distribuídos aos hospitais. (34) Neste caso, também angariaram 30 milhões de RMB em dinheiro da comunidade e de cidadãos de outras províncias, dinheiro que foi imediatamente gasto na compra de mais provisões. Além do mais, na China o público pode supervisionar a distribuição e utilização dos materiais doados e, no caso da COVID-19, as autoridades médicas provinciais estavam disponíveis para centralizar a organização e atribuição dos materiais aos hospitais e centros de tratamento médico, bem como para garantir a rapidez do transporte e entrega dos mesmos.

 

Toda a China, de muitas formas nunca esperaríamos, se esforçou por expressar a sua gratidão aos trabalhadores médicos que sentem ter salvo a sua nação de uma catástrofe. Como exemplo, mais de 500 áreas turísticas na China anunciaram a entrada gratuita de todos os trabalhadores médicos durante o resto de 2020, como forma de expressar a sincera gratidão dos cidadãos locais pelo empenho dos trabalhadores médicos durante o surto. (35) Dado que a epidemia do vírus prejudicou gravemente a indústria interna do turismo na China, pelo menos a curto prazo, a Academia Chinesa de Ciências Sociais realizou uma sondagem perguntando aos cidadãos sobre as suas intenções de viagem para o resto de 2020. De acordo com o seu relatório, Wuhan estava no topo da lista dos viajantes chineses, todos os quais disseram querer contribuir para a recuperação económica de Wuhan e Hubei após a epidemia. (36)

 

Do final de Janeiro até Abril, as ruas de Wuhan estavam desertas e toda a Província de Hubei não muito melhor, mas no fim de Maio a história era muito diferente, com as pessoas de todo o país a esvaziarem as prateleiras dos supermercados de tudo o que Hubei tinha para oferecer - iguarias locais, massa, patos, lagostins, frutas, produtos manufacturados de todo o tipo - tudo com a intenção de elevar a economia de Hubei ao seu nível anterior. "Comprar Hubei" tornou-se uma campanha a nível nacional com a participação dos cidadãos comuns, funcionários, celebridades e corporações. ((37)) Centenas de empresas começaram a transmitir em directo online os produtos Hubei e centenas de milhões de chineses estavam a gastar dinheiro, "não por compaixão, mas para estender uma mão amiga aos seus compatriotas em dificuldades. O resultado foi que: Dezenas de milhões de dólares foram adicionados à economia local e foram poupadas dezenas de milhares de empresas e empregos".

 

Num caso, uma apresentadora bem conhecida de emissão em directo vendeu 150.000 conjuntos de batons em cinco minutos. Noutro caso, duas celebridades da televisão atraíram 122 milhões de espectadores e venderam mais de 40 milhões de RMB de produtos Hubei num programa de duas horas. Noutra sessão, duas celebridades atraíram 127 milhões de espectadores e venderam 61 milhões de RMB de produtos Hubei, tendo esvaziado em segundos, todo o fornecimento de petiscos de pato populares da província. Noutro exemplo de animação, 6.000 toneladas de lagostins, no valor de 220 milhões de yuan, desapareceram em minutos, e um gerente da empresa disse que a sua produção diária de 20.000 pacotes de petiscos de lagostins desaparecia em segundos todos os dias. Disse: "As encomendas simplesmente explodiram", acrescentando que nunca tinha visto nada parecido.(38) Alibaba vendeu 20 milhões de Kgs de produtos agrícolas Hubei até à data e, supostamente, adquiriu 1 bilião de yuan de lagostins e 50 milhões de yuan de laranjas locais para vender nas suas plataformas. (39) A JD.com vendeu 1.400 toneladas só na primeira semana de Abril e prometeu vender 6 biliões de yuan de produtos Hubei. Aumentar o consumo tornou-se uma cura primária para ressuscitar a economia atingida pelo vírus em Hubei.

 

Muitos cidadãos chineses disseram que não tinham quaisquer competências médicas para ajudar Wuhan durante a epidemia, mas, pelo menos, podiam mostrar o seu apoio, ao fazer encomendas. Este sentimento ressoou de forma tão ampla em toda a China que milhões de cidadãos prometeram "aumentar três jin (1,5 Kg.) de peso" a fim de beneficiar Hubei. (40) Uma apresentadora online disse: "Muitos descreveram a nossa cooperação como uma demonstração dos nossos princípios morais e sentido do dever. Mas é um exagero. Estou apenas a fazer aquilo que sei fazer melhor para ajudar Wuhan, para ajudar as empresas locais a abrir o mercado com a promoção da emissão ao vivo e para ajudá-las a retomar rapidamente o trabalho".

 

Um chefe do Partido local em Hubei disse: "Fiquei completamente comovido e enternecido com a resposta activa dos consumidores de todo o país ao fazerem encomendas de produtos Hubei para nos apoiar, o que reflecte plenamente a nossa valiosa tradição chinesa: Quando alguém está em dificuldade, todos os outros apressam-se a ajudar". Infelizmente, nenhum outro país poderia replicar este modelo económico, uma vez que não possuem as infraestruturas ou o mercado para algo desta magnitude, e poucas nações têm o sentido de dever cívico e de profunda coesão social e cultural que é a força impulsionadora.

 

Além de que, muitas das empresas estatais da China(SOEs)  mobilizaram-se para combater a epidemia, desde a instalação de comunicações de emergência até ao fornecimento de fundos para as zonas mais duramente atingidas. (41) Estas enormes empresas chinesas são exemplares no seu sentido de responsabilidade social, algumas construindo comunidades de apartamentos de baixo custo que vendem a preço de custo ou abaixo do mesmo, muitas construindo e apoiando escolas e universidades locais, e algumas fornecendo dinheiro para ajudar a eliminar os últimos vestígios de pobreza no país. Em 2020, estas empresas estão a fornecer mais de 3 biliões de RMB (cerca de 500 milhões de dólares) às regiões mais desfavorecidas e muitas doaram enormes fornecimentos e fundos médicos a estas mesmas áreas. (42)

Fornecimentos médicos

Quando a China experimenta uma emergência grave de saúde pública ou algo semelhante, existe uma estrutura para o fornecimento imediato de todas as necessidades que incluem pessoal, bens e materiais, veículos de transporte, para serem entregues no local. O Ministério dos Transportes deu prioridade absoluta ao transporte de material de emergência e de pessoal médico para Wuhan, enquanto as autoridades médicas nacionais coordenaram os esforços de todos os fabricantes de material médico para identificar e aumentar o fornecimento dos artigos mais urgentes e necessários. (43) Quando Wuhan solicitou assistência e fornecimentos ao governo central, centenas de toneladas de material médico foram entregues todas as semanas, assim como dezenas de milhares de pessoal médico adicional (médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar) durante a crise. (44)

Muito antes do final de Janeiro, tinha sido feito um planeamento extensivo para aumentar consideravelmente o número de camas hospitalares para pacientes com sintomas ligeiros ou graves e para os que requerem quarentena e cuidados intensivos. As autoridades médicas locais requisitaram e transformaram 24 hospitais locais em unidades COVID-19. Sete hospitais foram designados exclusivamente para pacientes COVID-19 com febres superiores a 37°C. A Comissão Nacional de Saúde afirmou: "Wuhan é na realidade uma cidade com recursos médicos ricos, tendo muitos hospitais públicos cada um com mais de 3.000 camas. Quando requisitámos esses hospitais, eles cumpriram incondicionalmente". (45) Além disso, o governo chinês requisitou centros de exposições e estádios e transformou-os rapidamente em hospitais temporários para pacientes da COVID-19 com sintomas ligeiros, colocando-os em quarentena, separados dos pacientes em estados mais graves. Ao mesmo tempo, o grupo de planeamento e supervisão preparou e divulgou um guia médico para ajudar os médicos a diagnosticar rapidamente a condição dos pacientes e a conceber tratamentos, tudo isto concebido especificamente para conter o vírus localmente e impedir a sua propagação a outras partes da China ou ao estrangeiro. (46)

 

Ao mesmo tempo, o Ministério do Comércio estava ocupado a coordenar a produção e fornecimento de todas as outras necessidades diárias para os residentes de Wuhan e Hubei. Muitos produtos alimentares como ovos, peixe, carne de vaca e de porco, foram libertados das reservas nacionais e foram tomadas disposições para o aumento da produção e distribuição de vegetais frescos especificamente para Wuhan, juntamente com a supervisão para assegurar que os preços se mantivessem estáveis ou descessem em vez de aumentarem. (47) A procura do lucro estava praticamente ausente na China, com a notável excepção de algumas empresas estrangeiras. O MOC também garantiu a prioridade máxima para todos os veículos que transportam fornecimentos para Wuhan, e todas as empresas de fornecimento, incluindo mesmo restaurantes, foram encorajadas a fornecer entregas ao domicílio para ajudar a manter a quarentena com um mínimo de contratempos.

 

A parte final de Janeiro foi o momento mais difícil para os hospitais e para o pessoal médico em Wuhan, recebendo cerca de 15.000 novos doentes com febre por dia, com todos os recursos esticados ao limite e pessoal médico sobrecarregado a lutar para salvar as vidas dos doentes, quando a taxa de mortalidade era inicialmente de cerca de 10%, um verdadeiro momento negro. "Só quando todo o país mobilizou todos os recursos médicos possíveis para ajudar Wuhan é que a situação sombria se modificou e a taxa de mortalidade começou a baixar". (48) Mas, ao contrário da maioria das outras nações, a China "tem vantagens institucionais únicas quando se trata de mobilização social". Uma destas vantagens permitiu às autoridades sanitárias nacionais organizar, recolher, e enviar ao todo quase 50.000 médicos de todo o país para Wuhan, enquanto outros funcionários médicos supervisionaram as tarefas de organização da conversão de hospitais públicos em unidades designadas COVID-19 para aumentar consideravelmente a disponibilidade das camas hospitalares necessárias. (49)

 

A pressão para um tratamento urgente foi tal que só em 15 de Fevereiro foi realizada a primeira autópsia do mundo a um doente com COVID-19, seis semanas após a primeira identificação do agente patogénico. Foi então que os médicos descobriram que o vírus atacava não só os pulmões, mas também outros órgãos como o coração e os rins, bem como o sistema circulatório, alterando assim os métodos de tratamento, mas também infligindo ainda mais pressão sobre o pessoal médico sobrecarregado. Ainda assim, foi então que os médicos chineses começaram a utilizar o plasma sanguíneo de pacientes recuperados, bem como a aplicação quase universal da Medicina Tradicional Chinesa. Foram estas descobertas e estes tratamentos que reduziram quase instantaneamente para metade a taxa de mortalidade, especialmente das infecções mais graves, e aceleraram o tempo de recuperação. Os meios de comunicação ocidentais ignoraram completamente este aspecto, mas ficou amplamente provado que a MTC foi, talvez, o principal factor na redução da taxa de mortalidade, ao estimular os sistemas imunitários dos pacientes.

 

No final de Março, a crise em Wuhan estava a abrandar enquanto a procura de fornecimentos médicos aumentava exponencialmente em todo o mundo, com a maioria das fábricas relevantes da China a funcionar 24 horas por dia, enquanto simultaneamente tentavam manter a qualidade e abastecer-se de matérias-primas a nível internacional. Havia muita organização nos bastidores para coordenar o fabrico, bem como para expandir os canais de transporte interno e internacional que estavam a sofrer muito devido ao colapso da indústria do transporte aéreo e à consequente falta de espaço de carga. Os obstáculos logísticos eram enormes em todas as categorias, e uma grande parte da sociedade comercial chinesa saltou para a luta num esforço sincero em ajudar o que era agora uma pandemia mundial. Os fabricantes chineses de automóveis, ociosos devido à pandemia, restruturram-se no espaço de uma semana e começaram a fabricar máscaras, fatos hazmat e outros equipamentos aos biliões. A procura internacional foi tal que mais de 12.000 empresas na China começaram a produzir máscaras e ventiladores, elevando o total para mais de 50.000 empresas deste tipo, sendo cerca de um terço delas exportadoras certificadas. (50)

 

Graças aos seus meios de comunicação que estavam demasiado ocupados a esmagar a China para compreender o desenrolar dos acontecimentos, os ocidentais não faziam ideia nem da esmagadora procura de fornecimentos médicos nem da urgência dessas exigências. Só uma empresa, a Beijing Aeonmed, que fabrica ventiladores, continuou a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas foi esmagada por dezenas de milhares de encomendas simultâneas do estrangeiro, de quase 50 países. (51) E não estavam sozinhos, o que explica o grande número de outros fabricantes que se reequiparam numa tentativa de ajudar outras nações que então viviam a experiência de Wuhan, em muitos casos, como os EUA, com pouco ou nenhum apoio do governo central.

 

A situação era tão terrível que muitos países, nomeadamentea Itália, e muitas cidades, nomeadamente Nova Iorque, estavam tão carentes de material médico que declaravam abertamente que o seu pessoal médico estava todos os dias a ser forçado a decidir quem iria viver e quem iria morrer. Foi neste contexto que as empresas chinesas, inteiramente por sua própria iniciativa, absorveram as despesas de reequipamento, de arranjar aviões e comboios especialmente fretados para trazer de volta o seu pessoal, de adquirir matérias-primas, mergulhando depois de cabeça numa nova indústria para ajudar a combater uma pandemia mundial cuja extensão e mortalidade eram ainda largamente desconhecidas. E foi neste contexto que os meios de comunicação social norte-americanos passaram todo o tempo a denegrir a "China" pelo esforço "lento e insuficiente", pela habitual "falta de transparência" e a exagerar as poucas queixas de qualidade insatisfatória. Neste contexto em que fabricantes de automóveis e embaladores de salmão enlatado fabricam, subitamente, máscaras cirúrgicas e fatos hazmat, podemos ficar genuinamente surpreendidos pela qualidade ter sido tão boa tal como aconteceu.

 

Enquanto a China ainda não estava fora de perigo, o governo chinês estava a fazer o seu melhor para doar fornecimentos a países necessitados em todo o mundo, mas a procura local ainda era elevada e a procura de exportação comercial estava a aumentar exponencialmente, muito mais do que a oferta potencial combinada da China. Como exemplo, só num fim-de-semana, a França encomendou um bilião  de máscaras que exigiram 56 voos de carga para as transportar, para não falar na logística de fabrico. Parte do problema era que a maioria da carga aérea é transportada em voos regulares em aviões de passageiros mas, com o colapso da indústria aérea, não havia aviões de passageiros. A fim de acomodar a necessidade internacional extrema, a China Eastern Airlines retirou durante a noite todos os lugares dos seus aviões de passageiros e carregou-os com máscaras N95 para França - tal como o fez para outras nações.

 

Este tipo de adaptação às circunstâncias, tanto quanto sei, não ocorre em nenhum outro país do mundo. Os chineses, confrontados com exigências aparentemente impossíveis, estão simplesmente à altura do desafio, encontram uma solução e executam-na imediatamente. "Tal como a resposta à própria epidemia, a China está realmente a fazer um esforço a nível nacional para assegurar o fornecimento de medicamentos para apoiar na batalha global contra a pandemia do coronavírus". SF Express, uma das proeminentes empresas de correio expresso da China, abriu novas rotas, inclusive para Nova Iorque, e entregou quase 1.000 toneladas de material médico a mais de 50 países, como também muitas outras companhias aéreas e empresas de correio expresso chinesas a fazerem o mesmo.(52)

 

Havia ainda mais na liderança, no planeamento e na organização que não eram visíveis a ninguém no Ocidente. O governo chinês, embora lidando com todas as outras pressões nacionais e internacionais da pandemia, lembrou-se também dos seus estudantes que estavam a estudar no estrangeiro e distribuiu mais de 11 milhões de máscaras faciais e 500.000 kits de saúde com material de desinfecção e manuais de protecção sanitária, a estudantes chineses que estudavam no estrangeiro. (53) Estas remessas evitaram os governos locais, sendo entregues nas embaixadas e nos consulados chineses para distribuição directa aos estudantes.

 

Não foram apenas os fornecimentos de material médico, mas também as transferências de pessoal médico que foram organizadas pelo governo central da China, para ajudar o país a lidar com a epidemia. Um dos primeiros actos do governo foi seleccionar cerca de 500 dos melhores especialistas das universidades médicas militares, aqueles com experiência anterior das epidemias de SARS e MERS, e do Ebola, e enviá-los para Wuhan a fim de ajudar a liderar a batalha. Havia muitas outras equipas deste tipo, compostas por peritos em saúde respiratória, doenças infecciosas, controlo de infecções hospitalares, criação e gestão de unidades de cuidados intensivos, que foram enviadas para os hospitais de Wuhan com grande número de doentes com pneumonia relacionada com o vírus. Zhou Xianzhi, Presidente da Universidade Médica da Força Aérea, disse: "Enviámos o nosso melhor pessoal de vários departamentos clínicos. Eles têm uma vasta experiência no combate a doenças contagiosas. Alguns deles participaram em grandes missões, como a batalha contra o SARS e a luta contra o Ébola em África, bem como em salvamentos de terramotos". Foram estes voluntários que cancelaram o seu plano de passar o Ano Novo Lunar Chinês com as suas famílias, a maioria dizendo que se sentiram "extremamente honrados" por se juntarem a esta missão nacional. (54) Além de que, imediatamente após a descoberta da eficácia da capacidade da Medicina Tradicional Chinesa(MTC) em moderar infecções graves, uma equipa de 122 especialistas de MTC foi enviada de Shanghai para Wuhan com planos de tratamento já preparados para a aplicação combinada de medicamentos ocidentais e chineses. (55)

 

Preocupações de qualidade

"À medida que a China se esforçava, a nível nacional, por produzir o material médico desesperadamente necessário, surgiram insinuações sobre a qualidade de alguns equipamentos chineses, e alguns meios de comunicação social e políticos estrangeiros tentaram mesmo fazer propaganda de incidentes recentes para difamar o sector industrial chinês e a sua intenção de ajudar outros países". (56) O Financial Times citou exemplos dos Países Baixos, Espanha e Turquia a "rejeitar" máscaras faciais e kits de teste de fabrico chinês, outros chegando ao ponto de afirmar que as máscaras chinesas poderiam fazer adoecer as pessoas e até mesmo matá-las.

Foram vendidos alguns casos de produtos inadequados mas, ao examinar os detalhes eventuais, parece que as reportagens dos meios de comunicação foram conscientemente hipnotizadas e muito exageradas, em todos os casos a culpar a "China" pelos produtos de um fabricante e pelas acções de alguns agentes incompetentes ou sem escrúpulos, a maioria dos quais não eram chineses. O ambiente de qualidade global era na realidade demasiado complicado para permitir a compreensão no âmbito de breves bytes sonoros dos meios de comunicação social. Embora houvesse riscos de problemas de qualidade no fabrico, a utilização de canais de aquisição impróprios e a flutuação de normas e regulamentos estrangeiros foram responsáveis por muitos dos problemas. Uma outra questão era que em dois ou três casos proeminentes, os compradores não tinham qualquer experiência na aplicação de testes médicos delicados ou mesmo no armazenamento e manuseamento dos mesmos. Para agravar ainda mais o problema, o vírus demonstrou prestar-se mais prontamente a testes em fases posteriores de progressão.

O Global Times da China fez um trabalho meritório de investigação de todo o processo de fornecimento de equipamento médico, entrevistando fabricantes e distribuidores, membros da indústria e utilizadores finais, e concluiu que a grande maioria do equipamento médico de fabrico chinês estava bem à altura dos padrões, com a maior parte do barulho a resultar principalmente da politização pesada do papel da China no processo de fornecimento por parte dos EUA e, em segundo lugar, de muita desinformação deliberada por parte dos meios de comunicação social americanos.

 

Num caso publicitado, as autoridades holandesas ordenaram a retirada de 600.000 máscaras faciais (57) por falta de capacidade de filtragem de 95% das partículas transportadas pelo ar. Um executivo do fabricante chinês declarou que o mundo sofreu uma tal escassez de tecido fundido adequado que se tornou cada vez mais difícil ultrapassar 70% (em vez de 95%), sendo quase todo este tecido importado da Suíça e da Turquia. A culpa, tal como foi, não se devia ao fabrico de baixa qualidade na China, mas à capacidade de produção degradada das empresas na Suíça e na Turquia que forneciam as matérias-primas. No entanto, a "China" recebeu a totalidade da culpa como um murro no queixo. A questão da qualidade da máscara tornou-se ainda mais absurda visto que os Países Baixos e a Bélgica já tinham deixado claro que as máscaras fabricadas na China obtidas por agentes locais eram "produtos comerciais feitos para uso não médico", por outras palavras, máscaras para serem usadas ao lixar ou pintar. (58)

 

Dito isto, é verdade que as autoridades chinesas descobriram algumas empresas envolvidas na produção e venda ilegal de máscaras e outros produtos de material médico e, embora tenham respondido com uma repressão imediata e agressiva, alguns desses produtos chegaram de facto aos mercados estrangeiros. O governo efectuou mais de uma dúzia de varreduras por todo o país e divulgou fortemente os confiscos de produtos e as multas emitidas para dissuadir tais práticas.

 

Mas os problemas eram muito mais abrangentes do que isto. O governo nacional da China estabeleceu listas de empresas qualificadas para fabricar vários produtos médicos para utilização contra o coronavírus, e recomendou fortemente que as compras fossem feitas apenas a essas empresas e apenas através de canais oficialmente recomendados. No entanto, devido à urgência da necessidade e ao pânico ocasional, muitos agentes, compradores e utilizadores finais estrangeiros ignoraram o governo chinês com resultados previsíveis nos padrões de qualidade. Além de que, os países da UE estavam, de um modo geral, tão ansiosos por fornecimentos que renunciaram aos requisitos formais e permitiram a importação de produtos antes dos mesmos obterem aprovação regulamentar. Como o Global Times observou no seu relatório, os funcionários holandeses no exemplo acima "recusaram-se a revelar a fonte ou o canal" das máscaras que mais tarde consideraram inadequadas, tendo muitas dessas compras sido feitas através de canais não autorizados e não verificados pelo governo chinês. Mas a culpa continuava a ser atribuída à “China”.

 

O Global Times relatou, "Embora as autoridades médicas locais e as embaixadas chinesas tenham explicado o mal-entendido e o uso indevido dos kits de teste, a cobertura mediática dos produtos chineses que salvam vidas fechou os olhos a estes esclarecimentos, revelando os motivos pouco amigáveis de alguns países. Penso que a questão da qualidade relatada por alguns meios de comunicação social tem sido utilizada para fins políticos. “Eles não podem provar que os kits de teste relatados têm problemas de qualidade, porque o uso e transporte [dos kits] pode influenciar a sua estabilidade e sensibilidade", disse um funcionário do fornecedor de kits de teste Beijing Beier Bioengineering ao Global Times. Os trabalhadores médicos não familiarizados com os produtos podem ter algumas dificuldades, o que pode afectar a exactidão dos seus resultados. O funcionário da Beier acrescentou que o pessoal médico chinês também tinha problemas ao utilizar os kits de teste nas fases iniciais do surto e qualquer confusão foi resolvida após formação técnica específica". (59)

 

Também houve casos de kits de testes confrontados com alegações de insensibilidade ou inexactidão. A Espanha retirou cerca de 8.000 testes deste tipo, e os meios de comunicação ocidentais fizeram muito barulho sobre as alegações da República Checa de testes imprecisos ou insensíveis. No entanto, no caso checo, os seus funcionários simplesmente não tinham qualquer compreensão dos métodos adequados de aplicação. O fabricante preparou finalmente vídeos de instruções ilustrando e explicando os métodos precisos de administração dos testes, após os quais os resultados foram perfeitamente aceitáveis. Isto ocorreu mais de uma vez, e mesmo os kits de teste fabricados por empresas ainda não incluídas na lista aprovada tiveram o mesmo resultado bem sucedido quando foram empregues métodos adequados. Surpreendentemente aconteceu com frequência nos países ocidentais, quando o pessoal médico acabou por admitir que nunca tinha administrado tais testes e que não tinha uma ideia clara do procedimento adequado, e em muitos casos simplesmente não seguiu as instruções.

 

Uma parte importante do problema global da qualidade foi devido às empresas e governos estrangeiros estarem demasiado ansiosos por satisfazer a procura enorme e crescente de fornecimentos e, em vez de esperarem numa fila numa fábrica reconhecida, contratariam os seus próprios agentes privados para tentarem abreviar o processo, agentes que, para satisfazer os seus clientes ansiosos, recorreriam frequentemente a fabricantes não aprovados, na esperança de que as suas acções não fossem mais tarde descobertas. O resultado foi que a "China" assumiu também esta culpa no queixo, com grande ajuda dos meios de comunicação ocidentais politizados.

 

Como exemplo ilustrativo da apresentação mediática de questões com material médico, um artigo do UK Telegraph dizia: "O Governo procura o reembolso de milhões de testes de anticorpos de coronavírus”, (60) declarando que eram "demasiado pouco fiáveis para serem utilizados pelo público". De acordo com o Telegraph, o governo britânico encomendou 3,5 milhões desses testes "principalmente a fabricantes chineses", observando depois que 17,5 milhões adicionais tinham sido adquiridos a empresas nos EUA e no Reino Unido, não tendo nenhum sido considerado suficientemente fiável. Mas, nessa altura, os 10% das compras da China já tinham sido adjudicados aos meios de comunicação por todo o lote. Mas assim que o fumo dos meios de comunicação social foi eliminado e a "China" tinha sido suficientemente alcatroada e denegrida mais uma vez, os funcionários de saúde do governo britânico admitiram que os testes desenvolvidos na China foram criados e concebidos principalmente para utilização com pacientes "com uma carga viral muito grande", por outras palavras, aqueles mais severamente infectados, e não se destinavam a pacientes que sofriam apenas de sintomas ligeiros de infecções menores. A dificuldade com os testes do Reino Unido não foi um problema de qualidade da "China" mas sim dos médicos britânicos que esperavam testes com um maior alcance de detecção. Isto foi um pouco como comprar um "veículo" e depois ficar desapontado por não poder funcionar como carro desportivo e camião basculante, dificilmente a culpa seria do fabricante. E finalmente, no penúltimo parágrafo do artigo, o Telegraph lembrou-se de informar que o governo britânico não estava de facto a exigir reembolsos, mas estava a negociar com os fabricantes para aumentar a sensibilidade dos testes. No final, muito barulho sobre nada.

 

A Fox News juntou-se ao desfile a gritar "A CHINA CASHES LUCRA COM O CORONAVÍRUS, AO VENDER A ESPANHA  $467 MILHÕES DE FORNECIMENTOS DE MATERIAL MÉDICO, ALGUNS DELES DE BAIXA QUALIDADE” . A Espanha comprou 950 ventiladores, 5,5 milhões de kits de teste, 11 milhões de luvas e 500 milhões de máscaras. A parte "substandard" foi de 9.000 kits de teste rápido (em 5,5 milhões) que não tinham a sensibilidade que a Espanha queria. (61)

 

O Conselheiro Comercial da Casa Branca, Peter Navarro, acusou a China de enviar para os EUA kits de teste de anticorpos "de baixa qualidade e mesmo falsificados" e de "tirar proveito" do surto. (62) O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês respondeu que as observações de Navarro eram "infundadas e extremamente irresponsáveis", declarando que a China tinha exportado dezenas de milhões de testes COVID-19, que tinham sido amplamente aclamados pela comunidade internacional, e que o país não tinha recebido qualquer reacção dos compradores e utilizadores dos EUA sobre problemas de qualidade. (63) (64)

 

No final de Abril de 2020, as empresas chinesas tinham exportado dezenas de milhões de kits de teste para além de biliões de máscaras e milhares de toneladas de outros fornecimentos para cerca de 200 países, todos eles amplamente elogiados pela comunidade internacional. Barbara Woodward, Embaixatriz britânica na China, exprimiu o seu profundo apreço e satisfação com os produtos e a rapidez da resposta, e muitas outras nações mostraram-se efusivas na sua gratidão tanto pelas remessas comerciais como pelas doações da China. (65) As empresas chinesas enviaram enormes volumes de toda a natureza de fornecimentos médicos para os EUA, sem uma palavra de reclamação por parte dos compradores ou dos utilizadores americanos relativamente à qualidade dos kits de teste e outros produtos. Mas também nem uma única palavra de louvor ou apreciação por parte dos americanos. Em vez disso, os hospitais dos EUA permaneceram em silêncio enquanto o governo dos EUA e os meios de comunicação social estiveram repletos de manchas sem parar durante meses.

 

Em toda a confusão, os meios de comunicação social dos EUA não se aperceberam de que os próprios EUA lideravam a competição mundial de produtos médicos defeituosos. A partir de meados de Fevereiro de 2020, a AFP relatou que mesmo pequenos países como a Coreia do Sul tinham realizado centenas de milhares de testes enquanto os EUA estavam abaixo de cerca de 8.000, sendo a razão disso, o facto de todos os testes produzidos pelo CDC e pelas empresas americanas serem defeituosos e inúteis. (66) (67) (68) Os kits produziriam resultados opostos sobre o mesmo paciente ao mesmo tempo, ou claramente não detectavam infecções graves, enquanto acusava infecções em pacientes limpos. O CDC acabou por ter de instruir todos os hospitais e clínicas para descartarem os testes como inutilizáveis. (69) Mais uma vez, no início até meados de Abril, os meios de comunicação social dos EUA relatavam que o CDC ainda não conseguia produzir testes utilizáveis, desta vez porque os próprios kits de teste estavam contaminados com o coronavírus para o qual iriam ser testados. Isto foi atribuído a "uma avaria/ruptura científica gritante" no laboratório central do CDC. (70) (71)

Para piorar a situação, o CDC enviou esses testes defeituosos não só para todo o país, mas também os vendeu a 34 países em todo o mundo, e não surgiram provas que sugerissem que o CDC informasse as outras nações da inutilidade dos seus testes. Que eu saiba, o Reino Unido foi a única nação a descobrir isto - à sua custa.(72) Dizer que os testes do CDC exportados eram inúteis seria um eufemismo e tanto. O Presidente John Magufuli da Tanzânia queixou-se que vários frutos, uma cabra e uma codorniz testaram positivo para o coronavírus, utilizando os testes americanos. (73)

 

Parece que o "stock nacional" dos EUA não foi uma melhoria no que diz respeito ao CDC.(74) No início de Abril, os meios de comunicação social relatavam que muitos estados receberam máscaras médicas que estavam podres, com uma data de validade de 2010, e que 150 ventiladores (a 30.000 dólares cada) enviados para Los Angeles estavam avariados, defeituosos, e com peças em falta. (75) (76) (77) Mas, sem problemas. ABC News e outros meios de comunicação social norte-americanos, incluindo canais militares norte-americanos, publicaram dezenas de artigos intitulados, "Tem uma T-shirt limpa? É tudo o que precisa para fazer esta máscara". (78)

E no final de Abril, o UK Telegraph noticiou que o pessoal do SNS britânico "tinha recebido testes de coronavírus defeituosos" mas, por gentileza, não foi feita qualquer menção de que o CDC americano os tinha fornecido. (79) E mesmo as críticas foram silenciadas: os testes foram descritos como "menos fiáveis do que o primeiro pensamento devido ao desempenho 'degradado'", e que produziram "resultados discordantes", e que "foram considerados defeituosos e não devem continuar a ser utilizados". (80) A Ministra da Saúde, Helen Whatly admitiu que "alguns dos primeiros testes foram avaliados e a avaliação foi de que não eram suficientemente eficazes", dizendo que todos os pacientes seriam chamados para um segundo teste, e que este era um "processo normal" quando se tratava de testar uma nova doença. (81) Sem calúnia, sem vitríolo, sem condenação. Em vez disso, os britânicos e os seus meios de comunicação social foram rápidos a notar que todos os testes têm uma margem de exactidão de erro que depende da habilidade de como são administrados - entre outros factores. Se ao menos tivessem sido igualmente amáveis e compreensivos para com a China.

 

Shanghai Dasheng é um dos maiores fabricantes mundiais (e o padrão de ouro mundial) de máscaras de rosto N95 e um dos poucos certificados para fazer N95 aprovadas pela NIOSH dos EUA. A empresa lida directamente apenas com compradores médicos, e afirma no seu website: "Não temos quaisquer distribuidores, revendedores ou filiais de fábricas. Cuidado com as contrafacções". Mas algumas máscaras (que eram claramente falsas, uma vez que eram modelos que a empresa não exportava) com o nome desta empresa apareceram nos EUA, aparentemente adquiridas através de terceiros desconhecidos. (82) Foi um caso interessante. Quando alguém copia ilegalmente um produto americano, os culpados (geralmente alegadamente chineses) são condenados redondamente por violarem uma empresa americana castamente inocente e, pelo menos, seis dos Dez Mandamentos. Mas então esta é a China e as coisas aqui são vizivelmente diferentes. Na notícia acima referida, a imprensa americana escreveu: "A AP não pôde verificar independentemente se [Dasheng] está a fazer as suas próprias contrafacções". Encantador.

 

Examinemos as Taxas de Mortalidade

 

No final da epidemia, a China comunicou 4.645 mortes por coronavírus, enquanto o total de 90.000 mortes nos EUA ainda estava a subir rapidamente. As taxas de mortalidade por 100.000 habitantes eram de 26,0 para os EUA e 0,33 para a China. Podemos legitimamente perguntar porque é que os números da China parecem tão baixos em relação aos dos EUA e de grande parte da Europa, mas não precisamos de seguir a abordagem do Presidente Trump para perguntar repetidamente na televisão nacional: "Alguém acredita realmente nestes números?", (83) insinuando que a China subdeclarou, deliberadamente, a sua taxa de mortalidade.

 

Há muitas razões para as taxas de infecção e morte, relativamente baixas, na China. Primeiro, se dois países tiverem o mesmo número de mortes, a mortalidade por 100.000 pessoas para o país com uma população maior será menor; a população da China é quase quatro vezes maior do que a dos EUA. Em segundo lugar, devido ao encerramento imediato de Wuhan e Hubei, quase todas as mortes na China se limitaram a essa área: das 4.645 mortes da China, 4512 (97%) ocorreram em Hubei, tendo todo o resto do país pouco mais de 100 mortes. O resultado estatístico foi que a taxa de Wuhan foi de 35,2, a de Hubei de 7,6, e a da China de 0,33, comparável a 26 para os EUA. Além disso, todas as províncias e grandes cidades executaram a sua própria versão de bloqueio e quarentena, impedindo literalmente a entrada do vírus, mesmo que este devesse escapar de Hubei. As medidas da China quebraram a cadeia de transmissão e contiveram o contágio dentro da província de Hubei. As medidas duras em Wuhan deram ao resto da China tempo para preparar e executar as suas próprias restrições, e a China concedeu ao resto do mundo, pelo menos dois e provavelmente três meses, para se preparar para a epidemia. Olhando para as estatísticas abaixo, pode ver quais os países que seguiram o exemplo da China e os que não o fizeram.

 

Ainda na escala acima para os EUA, Nova Iorque estava em 140,0, Nova Jersey em 107,0, Connecticut em 85 e Massachusetts em 75, enquanto alguns estados estavam perto de zero. (84) Comparativamente dentro da China, e devido às quarentenas agressivas, Shanghai estava a 0,02 e Pequim a 0,02. Voltando à Europa (na mesma escala de taxa de mortalidade por 100.000), a Bélgica foi duramente atingida com 76, com Espanha, Itália, Reino Unido, França, Suécia e Países Baixos a descer de cerca de 60,0 para cerca de 35,0. (85)

 

A apresentação televisiva feita pelo Sr. Trump e pelo Dr. Brix seleccionou uma métrica que colocou os EUA bem abaixo na lista de mortalidade e mostrou uma lista cuidadosamente seleccionada de países que pareciam colocar a China em Marte. Uma mentira por omissão, continua a ser uma mentira, mas esta disparidade requer contexto para ser compreendida, por isso, vamos olhar para a Ásia.

 

Primeiramente, aqui está a lista original apresentada por Trump e Brix, actualizada até à data da redacção:

 

COVID-USA: Mortalidade por 100.000 habitantes

Bélgica - 76,2

Espanha - 59.7

REINO UNIDO - 51.2

Itália - 49.9

França - 42.3

Suécia - 37.7

Países Baixos - 32.7

EUA - 27.8

Suíça - 21.9

Canadá - 16.1

China - 0.33

 

Agora, vejamos a Ásia:

 

Filipinas - 0.83

Japão - 0,61

Coreia do Sul - 0,52

Indonésia - 0,44

Austrália - 0,40

Malásia - 0,40

Singapura - 0,38

China - 0,33

  Hong Kong - 0,06

  Taiwan - 0,03

  Macau - 0,00

Índia - 0,23

Bangladesh - 0,21

Tailândia - 0,08

Mianmar - 0,01

Vietname - 0,00

 

Deve ficar claro que não há nada de anormal nos números da China, e assim parece que se a China estivesse a mentir como o Sr. Trump sugeriu, isso significaria que toda a Ásia estava a mentir. De facto, não havia provas de qualquer tipo que sugerissem que os países estavam deliberadamente a subestimar infecções ou mortes - excepto no caso dos próprios EUA.

 

Ajuda Estrangeira

Quando a COVID-19 eclodiu pela primeira vez na China, vários países vieram imediatamente em socorro da China com suprimentos médicos escassos e muito necessários. A Coreia do Sul foi um exemplo, e em troca, como a situação piorou na Coreia do Sul, o governo chinês enviou grandes quantidades de suprimentos médicos e mais de 20 governos locais na China doaram máscaras, vestuário de protecção, óculos de protecção, kits de teste, termómetros e outros materiais. A situação foi semelhante com o Paquistão, que enviou aviões carregados de material médico, tendo o governo chinês devolvido posteriormente o favor com grandes volumes de material e assistência na construção de um hospital de quarentena.(86) Muitas províncias e cidades na China doaram independentemente máscaras a Islamabad e Karachi.

 

A China estava a enviar fornecimentos e assistência para outros países muito antes de recuperar totalmente das suas próprias dificuldades. O Presidente Xi Jinping salientou em várias ocasiões que a segurança da saúde pública era um desafio comum enfrentado pela Humanidade, e todos os países deveriam dar as mãos para o enfrentar. A China via-se como talvez o único país do mundo capaz de ajudar nações mais pequenas em vários estados de emergência médica. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exprimiu a sua gratidão num discurso gravado em vídeo transmitido por toda a Europa, e os cidadãos chineses no estrangeiro tinham bons motivos para se sentirem orgulhosos da sua nação. Zhang Yujie, um estudante chinês em França, disse: "Os esforços de salvamento da nossa pátria dão-me vontade de chorar". (87)

 

Assim que as circunstâncias o permitiram, dentro do país, a China começou a enviar as suas provisões médicas para todo o mundo. Isto não foi tão fácil como poderia parecer, uma vez que muita carga aérea global é transportada em voos regulares de passageiros mas, uma vez que a indústria aérea entrou em colapso devido ao vírus, estes voos desapareceram praticamente todos. (88) A China Southern Airlines, a maior transportadora aérea do país, converteu rapidamente centenas de aviões de passageiros, em aviões de carga e, no fim de Abril, estava a enviar semanalmente cerca de 200 voos internacionais de carga para apoiar a luta global contra a pandemia do coronavírus. (89)

 

A China também partilhou centenas de documentos sobre a prevenção e controlo da COVID-19 e o seu diagnóstico e tratamento, com grupos em mais de 100 países, seguidos de múltiplos intercâmbios técnicos que incluíram discussões pessoais e teleconferências. (90) Num curto espaço de tempo, a China lançou sete edições diferentes de uma directriz sobre diagnóstico e tratamento da doença e seis edições de um plano de prevenção e controlo da doença, ambas traduzidas em dezenas de línguas.

 

O gigante das telecomunicações chinês Huawei doou inúmeros milhões de máscaras e outros artigos à maioria dos países onde tem pessoal e faz negócios. Quando os EUA cancelaram todas as exportações de fornecimentos médicos para o Canadá em Abril, a escassez de fornecimentos do país tornou-se desesperada, pelo que a Huawei enviou silenciosamente milhões de máscaras, mais óculos, luvas, e outro equipamento de protecção para o Canadá para ajudar os trabalhadores da linha da frente da medicina a lidar com a situação.(91) Mas o Canadá recusou-se a reconhecer publicamente os presentes. O Primeiro Ministro canadiano, Justin Trudeau, limitou-se a dizer aos meios de comunicação social que o Canadá iria receber um carregamento de milhões de máscaras de "países e empresas sem nome", e o governo da Colômbia Britânica, que era o principal beneficiário dos fornecimentos, foi tão mau a ponto de dizer aos meios de comunicação social canadianos: "A província tem muitas fontes de fornecimento . . . Não partilhamos pormenores sobre os nossos fornecedores". Outros no Canadá chegaram ao ponto de acusar Huawei de "generosidade política", e Trudeau fez mesmo questão de dizer que as doações de fornecimentos médicos de empresas estrangeiras "não irão mudar a forma como o governo encara essas empresas no futuro". Comovente.

 

O Grupo Fosun da China doou um grande lote de material médico a Portugal, incluindo 1 milhão de máscaras faciais e 200.000 kits de teste, tal como o fizeram muitas outras empresas chinesas. A Fundação Fosun em Shanghai doou grandes lotes de máscaras faciais a hospitais, em Itália, e coordenou com outras empresas e fundações, mais de 10 carregamentos de material médico para países que incluíam Itália, Japão, Grã-Bretanha e França. (92) A empresa chinesa construtora de automóveis Geely, doou grandes quantidades de material médico a 14 países, incluindo a Suécia, Alemanha, Itália, Espanha, Bielorrússia e Grã-Bretanha. Empresas privadas chinesas e empresas estatais construíram e forneceram laboratórios de testes COVID-19 completos, construíram ou renovaram hospitais em muitos países. O Grupo BGI da China construiu dois laboratórios de testes na Sérvia - em 12 dias, e doou todo o equipamento e instrumentos essenciais. (93) A China State Construction Engineering ofereceu o serviço de renovação gratuito a um hospital na Etiópia, transformando as enfermarias regulares em instalações para vírus. (94) (95)

 

Muitas fundações chinesas doaram suprimentos médicos para apoiar os países mais pequenos. A Fundação Jack Ma e a Fundação Alibaba doaram 7,5 milhões de máscaras faciais, 485.000 kits de teste e 100.000 conjuntos de vestuário de protecção, bem como ventiladores e termómetros a 23 países que incluíam o Azerbaijão, Butão, Índia, Cazaquistão, Quirguizistão, Uzbequistão e Vietname. (96) A Fundação Jack Ma doou também uma grande quantidade de material médico a 54 países africanos. (97) A província chinesa de Gansu, provavelmente a província mais pobre da China, doou duas remessas incluindo dezenas de milhares de máscaras faciais e fatos protectores ao Zimbabué, acrescidas de grandes doações de material médico de outras fundações chinesas. (98) Várias entidades na China, incluindo corporações, agências sociais e o governo chinês, doaram muitos carregamentos aéreos de fornecimentos ao Irão, incluindo kits de teste e respiradores, sendo estes especialmente importantes uma vez que as sanções económicas dos EUA impediram o Irão de possuir a moeda estrangeira para comprar fornecimentos médicos no estrangeiro. (99) A China também enviou várias equipas de peritos médicos ao Irão, para ajudar a avaliar a situação e fornecer orientação e assistência.

 

Mesmo as pequenas associações chinesas estavam a prestar assistência. Grupos comunitários chineses no Reino Unido angariaram dinheiro e recolheram material médico de mais de 100 comunidades chinesas locais e chineses no Reino Unido, doando dezenas de milhares de peças de vestuário médico, máscaras cirúrgicas, e outros artigos. A Câmara de Comércio da China no Reino Unido e o Banco da China doaram 20 ventiladores e quase 2 milhões de peças de EPI aos hospitais ingleses locais. (100) (101)

 

Em Março, quando o vírus estava a diminuir na China, mas a aumentar em Itália, a China enviou grandes equipas de peritos médicos de muitas províncias e hospitais, bem como o CDC da China, em voos especialmente fretados, com especialistas em respiração, cuidados intensivos, doenças infecciosas, controlo de infecções hospitalares, medicina tradicional chinesa e enfermagem. (102) O material médico doado incluía kits de teste, máscaras, vestuário de protecção e ventiladores. Os especialistas médicos chineses partilharam o diagnóstico e os planos de tratamento da China com países de todo o mundo, realizaram videoconferências com peritos de saúde de muitos países e organizações internacionais, e enviaram grupos de peritos médicos para o Irão, Iraque e Itália. (103) No início de Abril, a China já tinha enviado mais de 300 voos charter transportando profissionais médicos e material de emergência para apoiar os esforços anti-epidémicos globais, os voos transportando mais de 110 especialistas médicos, e quase 5.000 toneladas de material médico para cerca de 50 países, bem como um voo especial para o Gana transportando quase 40 toneladas de material médico para África. (104) Estes fornecimentos incluem ventiladores, máscaras faciais N95, vestuário de protecção, luvas e outros dispositivos médicos e equipamento de protecção.

 

No total, o governo chinês e vários estados, governos locais, corporações e fundações fizeram muitas centenas de voos de misericórdia fretados. Várias dezenas de países, após terem declarado o estado de emergência, contactaram a China com pedidos urgentes de material médico, equipamento de teste e equipamento de protecção, respondendo a China em cada caso mesmo quando ainda estava sob enorme pressão para conter a epidemia no seu país e o material médico ainda estava em falta. Estas nações incluíam as Filipinas, (105) Grécia, (106) (107) (108) Sérvia, Irão, Kuwait e Camboja, Japão, Coreia do Sul, Itália, (109) Filipinas, Sérvia, França, Espanha (110), Grécia, Peru, Etiópia, Camboja, República Sérvia da Bósnia, Irão, Espanha, Grã-Bretanha, Hungria, Zimbabué, República Checa.(111) O Presidente da UE e o seu Comissário Europeu para a Gestão de Crises afirmou: "A União Europeia e a China têm vindo a trabalhar em conjunto desde o início do surto do coronavírus. Estamos gratos pelo apoio da China e precisamos do apoio um do outro em tempos de necessidade". Em muitos casos, as nações mais pequenas não tinham ideia do processo de aquisição de material médico, e o governo nacional chinês emprestou assistência para assegurar a compra adequada e a entrega atempada.

 

A China também prestou uma enorme assistência aos Estados Unidos, que também passou despercebida pela imprensa americana. Zhong Nanshan, o principal cientista respiratório da China, realizou várias sessões de ensino em vídeo-link com especialistas em cuidados intensivos da Faculdade de Medicina de Harvard, explicando as manifestações clínicas e as dificuldades envolvidas no tratamento de doentes graves e críticos do novo vírus corona. (112) Além disso, os principais especialistas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) do país partilharam com os seus homólogos americanos a sua experiência de diagnóstico e tratamento que se revelou eficaz em Wuhan. (113) A Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins disse que os peritos chineses "não pouparam esforços para partilhar a sua experiência".

 

Em resposta a um pedido de assistência do governo dos EUA em Março, a China transportou por via aérea uma enorme quantidade de suprimentos médicos vitais de Shanghai para os EUA, incluindo 12 milhões de luvas, 130.000 máscaras N-95, 1,7 milhões de máscaras cirúrgicas, 50.000 batas, 130.000 unidades de higienizador de mãos e 36.000 termómetros. (114) A assistência aumentou rapidamente. Só numa semana de Abril, houve 75 voos de carga de Shanghai, Pequim e Shenzhen para Nova Iorque e Los Angeles, transportando cada um cerca de 80 toneladas de fornecimentos. Em meados de Abril, a China tinha fornecido aos EUA mais de 2,5 biliões de máscaras mais quase 5.000 ventiladores e muitos outros artigos necessários. Enquanto o governo e os meios de comunicação social dos EUA estavam ocupados a estigmatizar a China com acusações pouco razoáveis e injustificadas, Pequim estava a tomar medidas práticas para ajudar os EUA a combater a sua epidemia.(115)

 

Houve também muitas doações privadas feitas directamente aos hospitais ou estados americanos por várias empresas, fundações, províncias, e grupos sociais chineses. O Wanxiang Group, um fabricante multinacional chinês em Hangzhou, doou 1,1 milhões de máscaras faciais e 50.000 máscaras de protecção a 12 estados americanos. (116) A província chinesa de Fujian, que era o estado irmão do Oregon, doou 50.000 máscaras faciais médicas para distribuição aos trabalhadores da linha da frente, para além de 12.000 máscaras fornecidas pessoalmente pelo Embaixador Wang Donghua, Cônsul Geral da República Popular da China em São Francisco, como um presente para o povo do Oregon. (117)

 

No entanto, o tratamento da China nos meios de comunicação social dos EUA foi absolutamente condenável, a imprensa e as ondas de rádio encheram durante meses com uma incessante inundação de lixo denigrador, com o resultado de que as sondagens Pew mostraram que mais de dois terços dos americanos tinham uma visão negativa ou fortemente negativa da China - o que era inquestionavelmente a intenção da agressão dos meios de comunicação social. Martin Jacques disse numa entrevista ao vivo em Pequim que o comportamento americano era "Absolutamente vergonhoso". Ele disse: "Demasiados políticos ocidentais e os meios de comunicação social ocidentais responderam ao que era uma grave crise de saúde médica na China de uma forma completamente desprovida de compaixão e simplesmente usada como um pau para derrotar a China. E ao fazê-lo também explícita ou implicitamente, encorajaram um certo tipo de racismo contra os chineses, não apenas os chineses na China, mas os chineses em todo o lado". (118)

 

Alguns no Ocidente, liderados pelos EUA, politizaram fortemente a assistência da China a outras nações, alegando que os actos da China foram feitos com motivos obscuros e intenções geopolíticas sinistras. Os esforços do governo chinês para ajudar outros foram categorizados como tentativas de luta por uma influência global, aspirando os aliados da América com subornos. E, uma vez que a pandemia global foi "toda culpa da China", essas doações foram meros gestos de expiação camuflados como caridade, e assim deveriam ser tomadas "sem apreço ou mesmo reconhecimento" - que foi o que os EUA e o Canadá conseguiram fazer. "Infelizmente, mesmo quando a COVID-19 acelera dentro do nosso país, a administração Trump parece encarar a diplomacia como um golpe para marcar pontos contra adversários e alienar amigos, em vez de uma ferramenta essencial para ajudar a proteger os americanos", escreveu Brett McGurk, um diplomata sénior. (119)

O povo chinês em geral não era muito solidário com os EUA, muitos comparando os esforços confusos e corrompidos da América com a liderança da China. Um posto que recebeu centenas de milhões de opiniões disse: "A China levou dois meses para derrotar o coronavírus, enquanto que o coronavírus levou dois meses para derrotar os EUA". Outro comentário dizia: "O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o número irá descer para zero. Trump está certo. O número irá descer para zero quando todas as pessoas morrerem". (120) Tópicos semelhantes atraíram igualmente 250 ou 300 milhões de opiniões. Um posto de Weibo recebeu 150 milhões de opiniões quase imediatamente quando sugeriu que o Presidente Trump só respondeu depois de 1 milhão de cidadãos ter sido infectado.

 

Os chineses urbanos de hoje em dia são muito menos ingénuos nos assuntos internacionais, e estavam bastante conscientes da propaganda de ódio sionista-americana que enchia as ondas de rádio e as folhas de impressão do Ocidente, e do racismo e ódio que daí resultava para a China e para o povo chinês, muitos deles tendo sido vítimas de abusos nos EUA. Também estavam conscientes dos vastos esforços feitos pela sua própria nação para proteger não só as vidas dos cidadãos chineses, mas também das contribuições verdadeiramente enormes que o seu governo, empresas e sociedades tinham feito para ajudar outras nações, enquanto os EUA não ajudaram ninguém e até negaram fornecimentos vitais a outros países. (121) ver em baixo

A partir daí, o sentimento público chinês em relação aos EUA não foi de modo algum tão ligeiro ou gentil como os comentários acima referidos poderiam sugerir. A enormidade da literatura de ódio à China durante a última década estava a produzir sentimentos que sugeriam, "Enviem os fornecimentos para o Irão, Venezuela e Cuba, e deixem os americanos aprender uma lição". Tive uma longa conversa com um alto funcionário chinês que me disse que operava a sua fábrica 24 horas por dia, 7 dias por semana, e que obrigava o seu pessoal a trabalhar 12 horas por dia para produzir suprimentos médicos vitais para os EUA, sacrificando parcialmente os seus compromissos com a China. Depois de ter sido exposto à escandalosa denigração da China nos meios de comunicação social norte-americanos, disse que nunca mais tomaria qualquer medida para ajudar os americanos. O seu comentário final para mim: "Depois disto, eu não atravessaria a estrada para mijar nos EUA se estivesse em chamas".

 

Notas

 

(1) https://www.chinadaily.com.cn/a/202001/24/WS5e2a0374a310128217273141.html

(2)https://guardian.ng/news/china-locks-down-two-cities-to-curb-virus-outbreak/

(3) https://news.yahoo.com/china-warns-virus-could-mutate-spread-death-toll-030352863.html

(4) https://www.theguardian.com/world/2020/jan/23/coronavirus-panic-spreads-in-china-with-three-cities-in-lockdown

(5) https://www.chinadaily.com.cn/a/202003/10/WS5e66fd23a31012821727dcaf.html

(6) https://www.shine.cn/news/nation/2003043372/

(7) https://www.shine.cn/news/metro/2001260649/

(8) https://www.shine.cn/news/metro/2003124131/

(9) https://www.shine.cn/news/metro/2002192363/

(10) http://www.chinadaily.com.cn/a/202003/28/WS5e7e9310a310128217282a28.html

(11) https://www.globaltimes.cn/content/1183923.shtml

(12) https://www.shine.cn/biz/economy/2001300922/

(13) https://www.rt.com/news/479403-china-xi-coronavirus-demon/

(14) http://www.qstheory.cn/zhuanqu/bkjx/2020-04/28/c_1125917119.htm

(15) https://www.shine.cn/news/nation/2004297248/

(16) http://en.people.cn/n3/2020/0420/c90000-9681452.html

(17) https://news.cgtn.com/news/2020-01-23/Wuhan-to-build-special-hospital-in-six-days-to-receive-patients-NuQ9ulvAo8/index.html

(18) http://www.chinadaily.com.cn/a/202003/19/WS5e72d148a31012821728052b.html

(19) https://www.chinadailyhk.com/article/129477#Medical-leader-calls-makeshift-hospitals-a-success

(20) https://www.theguardian.com/science/2020/jan/24/chinese-city-wuhan-plans-to-build-coronavirus-hospital-in-six-days

(21) https://www.nbcnews.com/news/world/china-s-coronavirus-hospital-built-10-days-opens-its-doors-n1128531

(22)https://www.wsj.com/articles/how-china-can-build-a-coronavirus-hospital-in-10-days-11580397751

(23) https://www.shine.cn/news/nation/2004287119/

(24) http://en.people.cn/n3/2020/0311/c90000-9666866.html

(25) http://www.xinhuanet.com/english/2020-04/25/c_139005866.htm

(26) http://en.people.cn/n3/2020/0428/c90000-9684857.html

(27) https://www.globaltimes.cn/content/1185403.shtml

(28) https://newseu.cgtn.com/news/2020-05-02/West-suffering-because-it-failed-to-listen-to-China-Lancet-editor-Q9g3yHGFfq/index.html

(29) https://www.telegraph.co.uk/news/2020/05/15/medical-journal-lancet-urges-americans-vote-trump-coronavirus/

(30) https://abcnews.go.com/International/wireStory/china-honors-virus-victims-minutes-reflection-69972806

(31) http://en.people.cn/n3/2020/0125/c90000-9651777.html

(32) http://www.chinadaily.com.cn/a/202001/25/WS5e2bb430a310128217273341.html

(33) https://www.globaltimes.cn/content/1184030.shtml

(34) https://www.chinadailyhk.com/article/119530

(35) http://www.chinadaily.com.cn/a/202002/17/WS5e4a3f38a3101282172781a9.html

(36) https://www.chinadailyhk.com/article/129138#Wuhan-tops-travelers'-wish-lists-in-2020

(37) https://www.globaltimes.cn/content/1185879.shtml

(38) https://www.globaltimes.cn/content/1185879.shtml

(39) http://www.globaltimes.cn/content/1185533.shtml

(40) https://www.globaltimes.cn/content/1185879.shtml

(41) http://english.www.gov.cn/news/topnews/202003/07/content_WS5e6338a8c6d0c201c2cbdbce.html

(42) http://www.chinadaily.com.cn/a/202001/25/WS5e2b76faa3101282172732ab.html

(43) http://www.xinhuanet.com/english/2020-01/26/c_138733811.htm

(44) https://www.globaltimes.cn/content/1177867.shtml

(45) http://www.xinhuanet.com/english/2020-01/26/c_138734351.htm

(46) https://www.chinadaily.com.cn/a/202001/24/WS5e2a0374a310128217273141.html

(47) https://global.chinadaily.com.cn/a/202001/25/WS5e2b8102a3101282172732c0.html

(48) http://en.people.cn/n3/2020/0506/c90000-9687191.html

(49) http://www.xinhuanet.com/english/2020-02/16/c_138789227.htm

(50) https://www.globaltimes.cn/content/1184127.shtml

(51) https://www.globaltimes.cn/content/1184127.shtml

(52) https://www.globaltimes.cn/content/1184127.shtml

(53) http://www.xinhuanet.com/english/2020-04/02/c_138941573.htm

(54) https://www.shine.cn/news/nation/2001250569/

(55)https://www.shine.cn/news/metro/2002152114/

(56) http://www.globaltimes.cn/content/1184245.shtml

(57) http://www.globaltimes.cn/content/1184245.shtml

(58) https://www.chinadailyhk.com/article/126796#China-bashing-syndrome-makes-coronavirus-pandemic-deadlier

(59) https://www.globaltimes.cn/content/1184530.shtml

(60) https://www.telegraph.co.uk/news/2020/04/06/government-seeks-refund-millions-coronavirus-antibody-tests/

(61) https://www.foxnews.com/world/netherlands-becomes-latest-country-to-reject-china-made-coronavirus-test-kits-gear

(62) http://www.china.org.cn/china/Off_the_Wire/2020-04/29/content_75987996.htm

(63) https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-usa-china-idUSKCN2292S8

(64) https://www.chinadailyhk.com/article/129146

(65) https://peoplesdaily.pdnews.cn/2020/04/30/world/washington-rebuked-for-smear-over-testing-kits-148227.html

(66) https://www.nytimes.com/2020/02/12/health/coronavirus-test-kits-cdc.html

(67) https://www.independent.co.uk/news/world/americas/coronavirus-tests-new-york-us-cases-kits-trump-cdc-results-a9365921.html

(68) https://news.yahoo.com/us-health-authority-shipped-faulty-coronavirus-test-kits-205948746.html

(69) https://www.globalresearch.ca/us-health-authority-shipped-faulty-coronavirus-test-kits-across-country-official/5703909

(70) https://www.cnbc.com/2020/04/18/coronavirus-tests-delayed-by-covid-19-contamination-at-cdc-lab.html

(71) https://www.washingtonpost.com/investigations/contamination-at-cdc-lab-delayed-rollout-of-coronavirus-tests/2020/04/18/fd7d3824-7139-11ea-aa80-c2470c6b2034_story.html

(72) https://www.channelnewsasia.com/news/world/covid19-coronavirus-united-states-faulty-test-kits-12429566

(73) https://www.msn.com/en-za/news/africa/covid-19-pawpaw-and-goat-test-positive-for-virus-president-magufuli/ar-BB13AJWO

(74) https://www.washingtonpost.com/politics/governors-plead-for-medical-equipment-from-federal-stockpile-plagued-by-shortages-and-confusion/2020/03/31/18aadda0-728d-11ea-87da-77a8136c1a6d_story.html

(75) https://nypost.com/2020/04/04/states-receive-masks-with-dry-rot-broken-ventilators/

(76) https://apnews.com/2b1c7d508dbee187aba31b675f8c5685

(77) https://www.cbsnews.com/news/california-received-broken-ventilators-from-federal-government-governor-gavin-newsom-says/

(78) https://abcnews.go.com/

(79) https://www.telegraph.co.uk/news/2020/04/21/public-health-england-admits-coronavirus-tests-used-send-nhs/

(80) https://www.msn.com/en-gb/news/coronavirus/nhs-staff-offered-new-covid-19-tests-after-initial-checks-found-to-be-flawed/ar-BB131rbF

(81) https://www.mirror.co.uk/news/politics/breaking-coronavirus-nhs-staff-called-21905571

(82) https://apnews.com/850d9e6834fc71967af6d3dda65ad874

(83) http://www.xinhuanet.com/english/2020-04/25/c_139005866.htm

(84) https://www.statista.com/statistics/1109011/coronavirus-covid19-death-rates-us-by-state/

(85) https://www.shine.cn/news/world/2003124144/

(86) https://news.cgtn.com/news/2020-03-20/China-announces-to-help-82-countries-fight-COVID-19-P1hcQcQKe4/index.html

(87) http://en.people.cn/n3/2020/0325/c90000-9672307.html

(88) https://www.msn.com/en-xl/news/other/update-china-southern-sends-185-cargo-flights-weekly-to-support-global-covid-19-fight/ar-BB13df1B

(89) https://www.globaltimes.cn/content/1186745.shtml

(90) http://en.people.cn/n3/2020/0325/c90000-9672307.html

(91) http://www.chinadaily.com.cn/a/202004/09/WS5e8e772ba310e232631a4e08.html

(92) http://global.chinadaily.com.cn/a/202005/08/WS5eb4d906a310a8b24115437d.html

(93) https://www.globalsecurity.org/security/library/news/2020/04/sec-200422-pdo07.htm

(94) http://en.people.cn/n3/2020/0428/c90000-9684957.html

(95) https://newsghana.com.gh/chinese-enterprises-lend-a-big-hand-to-africa-to-combat-covid-19/

(96) https://www.shine.cn/news/world/2003295304/

(97) http://en.people.cn/n3/2020/0325/c90000-9672307.html

(98) http://en.people.cn/n3/2020/0507/c90000-9687490.html

(99) http://en.people.cn/n3/2020/0321/c90000-9670897.html

(100) http://www.globaltimes.cn/content/1186348.shtml

(101) https://times-publications.com/2020/04/22/2333/uk-trade-and-business/

(102) https://www.shine.cn/news/nation/2003255022/

(103) https://news.cgtn.com/news/2020-03-20/China-announces-to-help-82-countries-fight-COVID-19-P1hcQcQKe4/index.html

(104) http://www.china.org.cn/china/Off_the_Wire/2020-04/07/content_75903130.htm

(105) http://www.xinhuanet.com/english/2020-03/21/c_138901763.htm

(106) http://china.org.cn/world/2020-03/22/content_75844594.htm

(107) http://www.xinhuanet.com/english/2020-03/22/c_138904576.htm

(108) https://www.globaltimes.cn/content/1183326.shtml

(109) http://www.ecns.cn/news/society/2020-04-07/detail-ifzvcazm8251455.shtml

(110) http://en.people.cn/n3/2020/0504/c90000-9686744.html

(111) http://en.people.cn/n3/2020/0325/c90000-9672307.html

(112) http://en.people.cn/n3/2020/0325/c90000-9672307.html

(113) http://www.chinadaily.com.cn/a/202003/20/WS5e740a2ca31012821728094e.html

(114) https://news.cgtn.com/news/2020-03-30/First-aircraft-carrying-medical-supplies-from-China-arrives-in-U-S--Ph2wcnA0Ok/index.html

(115) https://www.globaltimes.cn/content/1186786.shtml

(116) http://www.china.org.cn/world/2020-05/06/content_76010588.htm

(117) http://en.people.cn/n3/2020/0429/c90000-9685576.html

(118) http://www.chinadaily.com.cn/a/202003/19/WS5e72d148a31012821728052b.html

(119) https://abcnews.go.com/Politics/calls-global-cooperation-us-china-fight-leading-coronavirus/story?id=69898820

(120) https://www.globaltimes.cn/content/1187121.shtml

(121) O governo dos EUA (principalmente a FEMA e/ou a CIA, em conjunto com a Mossad de Israel) foram amplamente acusados pela França, Alemanha, e outras nações de sequestros repetidos - na pista dos aeroportos - de carregamentos de material médico destinado a outros países. Estas acções foram simultâneas com as apreensões da FEMA de material médico de hospitais e importadores em todos os EUA, e parecia haver provas substanciais de que muitos destes materiais foram enviados para Israel - enquanto que os hospitais dos EUA estavam a sangrar. Não há espaço para seguir a história aqui, mas pode seguir este conjunto de ligações abaixo para pesquisar o assunto.

(1) https://www.rt.com/news/484743-cuba-covid19-us-blockade/

(2) https://www.nytimes.com/2020/04/17/opinion/cuba-coronavirus-trump.html

(3) https://www.ctvnews.ca/health/coronavirus/cuba-u-s-embargo-blocks-coronavirus-aid-shipment-from-asia-1.4881479

(4) https://www.theguardian.com/world/2020/apr/02/global-battle-coronavirus-equipment-masks-tests

(5) https://germany.timesofnews.com/breaking-news/us-accused-of-seizing-face-mask-shipments-bound-for-europe-canada

(6) https://dnyuz.com/2020/04/03/us-accused-of-seizing-face-mask-shipments-bound-for-europe-canada/

(7) https://abcnews.go.com/Politics/us-works-assure-allies-deny-allegations-seizing-supplies/story?id=70019576

(8) https://edition.cnn.com/2020/04/04/europe/coronavirus-masks-war-intl/index.html

(9) https://www.rtl.fr/actu/debats-societe/masques-detournes-les-americains-sortent-le-cash-il-faut-se-battre-dit-jean-rottner-sur-rtl-7800346680

(10) https://www.lefigaro.fr/international/coronavirus-l-amerique-relance-la-guerre-des-masques-20200402

(11) https://www.huffingtonpost.fr/entry/coronavirus-des-masques-commandes-par-la-france-detournes-par-des-americains-des-masques-commandes-par-la-france-detournes-par-des-americains_fr_5e84eb13c5b6f55ebf47271a

(12)https://www.huffingtonpost.in/entry/coronavirus-medical-supplies-countries_in_5e873034c5b63e06281ccebd

https://abcnews.go.com/Politics/us-works-assure-allies-deny-allegations-seizing-supplies/story?id=70019576

(13) https://edition.cnn.com/2020/04/04/europe/coronavirus-masks-war-intl/index.html

(14) https://www.globaltimes.cn/content/1185063.shtml

(15) https://www.globaltimes.cn/content/1186406.shtml

(16) https://www.reuters.com/article/us-huawei-tech-fedex-exclusive-idUSKCN1SX1RZ

(17) https://www.journaldemontreal.com/2020/04/03/des-masques-pour-le-quebec-detournes

(18) https://nationalpost.com/news/what-happened-when-five-million-medical-masks-for-canadas-covid-19-fight-were-hijacked-at-an-airport-in-china?video_autoplay=true

(19)https://dnyuz.com/2020/04/03/us-accused-of-seizing-face-mask-shipments-bound-for-europe-canada/

https://abcnews.go.com/Politics/us-works-assure-allies-deny-allegations-seizing-supplies/story?id=70019576

(20) https://edition.cnn.com/2020/04/04/europe/coronavirus-masks-war-intl/index.html

(21) https://www.telegraph.co.uk/news/2020/04/19/flight-carrying-vital-ppe-supplies-nhs-delayed-turkey/

(22) https://www.telegraph.co.uk/politics/2020/04/18/ministers-plead-overseas-counterparts-allow-shipments-ppe-shortage/

(23) https://www.telegraph.co.uk/news/2020/05/06/exclusive-gowns-delayed-ppe-shipment-turkey-impounded-failing/

(24) https://www.al-monitor.com/pulse/originals/2020/04/turkey-aid-covid19-coronavirus-erdogan-satterfield-sweden.html

(25) https://apnews.com/b940aca2ab2d0c31af2826da9c30d222

(26) https://www.opednews.com/articles/Are-the-Face-Masks-Stolen-by-Meryl-Ann-Butler-Corona-Virus-Coronavirus-Covid-19-200410-528.html

(27) https://www.msn.com/en-us/news/us/not-an-ideal-solution-maryland-national-guard-members-advised-to-make-their-own-cloth-masks/ar-BB12eKEL

(28) https://www.armytimes.com/news/your-army/2020/04/24/army-researchers-say-this-is-the-best-material-for-a-homemade-face-mask-theyve-found-so-far/

(29) https://twitter.com/TsahiDabush/status/1247601103006502914

(30) https://urmedium.com/c/presstv/12226

(31) While American health workers beg for PPE, Trump just shipped a million masks to the Israeli army. https://t.co/2sVFLMteo9  — Ali Abunimah (@AliAbunimah) April 8, 2020  

(32) https://www.jpost.com/Israel-News/US-Department-of-Defense-give-1-million-masks-to-IDF-for-coronavirus-use-623976

(33) https://www.globalsecurity.org/security/library/news/2020/04/sec-200408-presstv01.htm

(34) https://www.jpost.com/Israel-News/Mossad-bought-10-million-coronavirus-masks-last-week-622890

(35) https://abcnews.go.com/Politics/fema-relied-inexperienced-volunteers-find-coronavirus-protective-equipment/story?id=70519484

(36) https://www.washingtonpost.com/politics/kushner-coronavirus-effort-said-to-be-hampered-by-inexperienced-volunteers/2020/05/05/6166ef0c-8e1c-11ea-9e23-6914ee410a5f_story.html

(37) https://abcnews.go.com/Politics/fema-relied-inexperienced-volunteers-find-coronavirus-protective-equipment/story?id=70519484

(38) https://abcnews.go.com/Health/us-short-ppe/story?id=70093430

(39) https://abcnews.go.com/Politics/kushner-backed-program-charters-flights-medical-supplies-behalf/story?id=70291872

(40) https://abcnews.go.com/Politics/white-house-wind-coronavirus-task-force-trump-shifts/story?id=70518706

(41)https://apnews.com/8cd84c260cb6d951ac57a6248542a44f

 

Copyright© Larry Romanoff, Moon of Shanghai, Blue Moon of Shanghai, 2021


Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos

Email: luisavasconcellos2012@gmail.com

Websites: Moon of ShanghaiBlue Moon of Shanghai

L.Romanoff´s interview

Larry Romanoff,

contributing author

to Cynthia McKinney's new COVID-19 anthology

'When China Sneezes'

When China Sneezes: From the Coronavirus Lockdown to the Global Politico-Economic Crisis

 

 

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What part will your country play in World War III?

By Larry Romanoff, May 27, 2021

The true origins of the two World Wars have been deleted from all our history books and replaced with mythology. Neither War was started (or desired) by Germany, but both at the instigation of a group of European Zionist Jews with the stated intent of the total destruction of Germany. The documentation is overwhelming and the evidence undeniable. (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11)

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