Thursday, May 14, 2020

PT -- Coronavírus da China - Como a Comunicação Mediática Ocidental Distorce as Notícias -- February 05, 2020




Global Research, February 05, 2020
Região: AsiaUSA
Western Anti-Chinese Propaganda Exaggerates Coronavirus Danger ...

Informando a partir de Shanghai
Não é possível compreender a situação das novas infecções pelo coronavírus da China sem algum contexto. Vamo-nos colocar na posição do doente e do médico. Se tiver uma dor de cabeça, qual é o seu primeiro pensamento? Diz: “Meu Deus, tenho um tumor cerebral e vou morrer”. Não é provável. Da mesma forma, se referir a sua dor de cabeça a um médico, é improvável que a série de pensamentos dele inclua a sua morte imediata. Ambas as partes assumem que esse acontecimento é apenas mais uma ocorrência comum e típica e, salvo sintomas incomuns que requeiram testes complementares, o conselho do médico provavelmente será “tome duas aspirinas e ligue-me amanhã”.
Esta era, essencialmente, a circunstância a ocorrer na China em relação ao novo coronavírus.Os sintomas iniciais dos primeiros pacientes eram bastante leves, aparentemente não eram mais do que uma gripe típica de inverno e, portanto, não eram motivo de preocupação especial. Foi, somente passado duas semanas, quando os sintomas se tornaram mais graves e os doentes precisaram de hospitalização, que os médicos especialistas perceberam que estavam a enfrentar um contágio desconhecido.


A seguir,  os acontecimentos sucederam muito rapidamente com extensos testes e investigações, com a descoberta do novo coronavírus, com a descodificação de todo o seu genoma e a entrega da informação sobre esse genoma à Organização Mundial de Saúde e a outras autoridades, tudo realizado em cerca de duas semanas. A reacção rápida da China  e os resultados incontestáveis geraram elogios em todo o mundo por parte das autoridades e, ao mesmo tempo,  foram feitos anúncios públicos revelando os factos disponíveis até ao momento.
Inicialmente, as autoridades médicas chinesas sentiram grande conforto, pelo facto das infecções, desde o início, não mostrarem tendência a espalhar-se entre seres humanos, uma bênção que foi devidamente relatada. Não foi identificada nenhuma infecção secundária e nenhuma equipa médica foi infectada. Então, de repente, durante as primeiras duas semanas, talvez devido a adaptação ou mutação, o vírus começou a mostrar tendências contagiosas e cerca de uma dúzia de equipas médicas ficaram subitamente infectadas, aparentemente, por um único doente.
Isto constituiu uma mudança material das circunstâncias, visto que um coronavírus altamente contagioso poderia espalhar-se de modo galopante, entre a população.Nesse momento, as autoridades instituíram imediatamente a quarentena efectiva, primeiro em Wuhan e depois na maior parte da província de Hubei, uma quarentena que agora se expandiu a várias outras cidades, noutras províncias, na tentativa de destruir o vírus e impedir um contágio mais amplo.E a reacção rápida da China e os resultados seguros geraram, novamente, os elogios das autoridades em todo o mundo.
Quero criar um contexto adicional necessário, imaginando uma situação hipotética. Uma grande empresa farmacêutica descobre que alguns lotes de medicamentos prescritos com frequência, podem ter sido contaminados. No início, ainda existem poucos factos e pouco se sabe sobre a extensão ou a gravidade da contaminação.Como é que uma empresa responsável lidaria com esta situação?
Pode parecer um contra-senso, mas fazer um anúncio público imediato seria imprudente, criando potencialmente alarmes públicos desnecessários e até o pânico, além de prejudicar a confiança do público e também da empresa. Claro, a principal preocupação é o bem-estar público, mas a empresa deve primeiro (o mais rapidamente possível) reunir factos e informações suficientes para, de um modo geral, compreender o âmbito do problema e a gravidade da situação.Este processo de recolher os factos deve levar apenas alguns dias ou talvez uma semana ou duas, no máximo, dependendo das circunstâncias. Seria permaturo e irresponsável, fazer anúncios públicos, na ausência de factos.
Se se descobrir que a contaminação está limitada a um pequeno lote que pode ser identificado e recuperado antes do uso, o problema está resolvido.Se a evidência é de que, muitos lotes ou um número desconhecido deles, podem ter sido contaminados e os locais são desconhecidos, o problema e o perigo para o público torna-se nitidamente maior.Outra preocupação diz respeito à natureza da contaminação e ao grau de perigo que ela representa para a saúde pública, isto é,  se os efeitos da ingestão de um medicamento contaminado seriam mínimos ou se seriam potencialmente letais.
Se os factos indicarem que a contaminação pode ter consequências negativas graves para o público e que o alcance das mesmas é desconhecido, ou não é facilmente determinável, o que significa que a contaminação não pode ser facilmente contida, é necessário um anúncio público imediato, sendo, de facto, obrigatório. No entanto, nada disto acontece no espaço sideral. Em primeiro lugar, deve pedir-se o conselho das autoridades nacionais de saúde e solicitar a sua opinião e orientações quanto ao conteúdo e ao momento de se efectuar o anúncio público, bem como as instruções sobre os métodos apropriados a serem aplicados.
As decisões sobre o momento e o conteúdo de um anúncio público são tomadas pela administração da empresa e pela autoridade nacional de saúde. A equipa de classificação e arquivo de qualquer grupo não está envolvida neste processo, pois não possui conhecimentos ou experiência para tal. Habitualmente, os executivos de ambos os grupos decidirão sobre o conteúdo a ser divulgado e designarão um porta-voz para transmitir as informações necessárias ao público, feitas de modo a informar, mas não a causar alarme ou pânico.
E o que acontece se alguém interrompe este processo? E se um funcionário subalterno da empresa farmacêutica com conhecimento de uma possível contaminação, admitir, incorretamente, que a contaminação envolve o HIV ou a Peste Bubónica e postar mensagens nas redes sociais para esse efeito?
Foi exactamente o que aconteceu na China com o novo coronavírus: Li Wenliang, médico estagiário  de um hospital em Wuhan, soube no final das duas primeiras semanas que alguns pacientes tinham sido hospitalizados com uma infecção por coronavírus, ao presumir, precipitadamente, que esse vírus era o SARS, publicou anúncios nas redes sociais chinesas de que o SARS tinha regressado à China, havendo pessoas já hospitalizadas em Wuhan.Ninguém na China tinha esquecido o SARS, estas mensagens provocaram alarme e pânico, especialmente porque foram encaminhadas em grande quantidade para muitos destinatários.
Li foi detido e interrogado pela polícia, repreendido e libertado após uma hora. Foi quando a comunicação ocidental começou o circo.De acordo com a CNN:
 “Li foi acusado pela polícia de Wuhan, de fomentar boatos. Foi um dos vários médicos referidos pela polícia por tentar denunciar o vírus mortal nas primeiras semanas do surto.” Além de que, “Li foi intimado a comparecer numa delegacia da polícia local e repreendido por “espalhar boatos online” e “perturbar gravemente a ordem social” devido à mensagem que escreveu no grupo de um fórum online.Li teve de assinar uma declaração - da qual a CNN viu uma foto - reconhecendo o seu “delito” e prometendo não cometer mais “actos ilegais”.”
As afirmações acima estão essencialmente correctas, embora tendenciosas, mas enganosas e sem contexto.Primeiro, na China é considerado crime, fabricar e espalhar boatos que perturbem a ordem social - uma parte da cultura chinesa que os ocidentais não conseguem compreender ou recusam aceitar.
Li afirmou: “Só queria avisar os meus colegas da universidade para terem cuidado”, mas quando as suas mensagens surpreendentes se espalharam enormemente, ele então admitiu: “Quando as vi a circular online, percebi que estavam fora do meu controlo e que, provavelmente, seria punido.” Era difícil ser uma surpresa. Se a preocupação de Li fosse a saúde de alguns amigos, teria telefonado ou enviado mensagens privadas. Li não é criança e estava plenamente ciente da enorme difusão das postagens online e dos protocolos para lidar com epidemias em potência. Ao postar as suas considerações abertamente nas redes sociais só poderia obter um resultado possível - na verdade, o resultado obtido, que foi o de alarmar e provocar o pânico em vários milhares de cidadãos.
Li não foi repreendido por “dizer a verdade” ou por ser um “denunciante”, como a CNN, a CBS e a BBC nos dizem. Por conseguinte,  foi repreendido por ter tido um comportamento público imprudente e por arrogar-se de uma competência que não possuía. Ninguém o indigitou como porta-voz das autoridades nacionais de saúde ou do hospital.Li não tinha autoridade para fazer anúncios públicos tão prematuros e saberia muito bem o resultado de uma postagem com este conteúdo, no WeChat.
No mesmo artigo da CNN, Li escreveu: “Interrogava-me por que motivo é que os avisos oficiais (do governo) ainda estavam a dizer que não havia transmissão de humanos para humanos e que não havia profissionais de saúde infectados”. As autoridades médicas divulgaram essas informações, logo que essa circunstância foi verificada  e que a notificação pública se tornou necessária, mas Li parecia determinado a denegri-las com insinuações sarcásticas de estarem a mentir para o público.No início, senti alguma simpatia por este homem, mas devo dizer que, depois de investigar todos os factos disponíveis, incluindo o seu acesso, visivelemente ansioso e repetido à CNN, sinto-me tentado a concluir que Li havia tido contacto anterior com alguém fora do círculo médico.Todo o seu caso desenvolveu um aroma de Liu Xiaobo, um fantoche ingénuo sob controlo ocidental, útil para semear alguma agitação e fornecer à comunicação ocidental assuntos para destruir o seu próprio país.
A CBS News, num artigo de alguém chamado 'Tucker Reals', é igualmente desonesta, alegando que Li “foi ameaçado pelo seu Governo” quando “tentou accionar o alarme sobre o novo coronavírus”, deturpando, novamente, a totalidade dos factos. Se a intenção de Li fosse “disparar um alarme”, havia vários canais oficiais para fazê-lo. O WeChat não é a melhor escolha, nem para uma emergência médica, nem para um tufão. (2)
Em termos de divulgação nas redes sociais, havia um segundo grupo de oito pessoas, não médicos, mas apenas civis, que também fizeram postagens semelhantes no WeChat, mas cujo objectivo era mais claramente um reflexo de preocupação com o bem-estar do público. Estas pessoas também foram interrogadas pela polícia, mas libertadas e mais tarde elogiadas pelas suas acções. De facto, para grande surpresa, o Supremo Tribunal chinês fez uma declaração pública sobre este caso, afirmando que esses indivíduos não inventaram uma história falsa, mas apresentaram em grande parte, notícias factuais (apesar de terem identificado incorrectamente o vírus). A declaração do Supremo Tribunal defendeu as suas acções, afirmando especificamente, que não deviam ser repreendidas. A comunicação mediática ocidental ignora este acontecimento ou confunde as duas ocorrências, a fim de distorcer o assunto, visto que o mesmo acontecimento contradiz firmemente a sua narrativa habitual de que o Governo chinês censura e silencia os que dizem a verdade.
A CNN diz-nos: “Desde o início, as autoridades chinesas queriam controlar as informações sobre o surto, silenciando qualquer voz que discordasse da sua narrativa - independentemente de estarem a dizer a verdade.” Esta afirmação é distorcida e muito suja, destinada a difamar a China sem qualquer justificação. É claro que as autoridades chinesas queriam controlar as informações sobre este surto, para evitar precisamente a situação que surgiu com Li. Os repórteres da CNN sobre este assunto, Yong Xiong e Nectar Gan, são extremamente desonestos ao afirmar que as autoridades queriam silenciar “as vozes  que divergiam.” De facto, o seu objectivo era silenciar vozes incorretas e que falavam sem autoridade para tanto. Esta situação não seria diferente em nenhuma outra nação. A sugestão de Xiong e Gan de que as autoridades de saúde chinesas estavam a mentir e a condenar outras pessoas por dizerem a verdade, é suficientemente caluniosa para justificar um processo de difamação contra a CNN e contra ambos os repórteres. E o exílio dos mesmos (1).
O Presidente da Câmara de Wuhan, Zhou Xianwang, admitiu que o seu governo não divulgou imediatamente informações sobre o coronavírus.Como afirmou numa entrevista à CCTV,
 “Segundo a lei chinesa sobre doenças infecciosas, o governo local, em primeiro lugar, precisa de relatar o surto às autoridades nacionais de saúde e obter aprovação do Conselho de Estado antes de fazer um anúncio. Quanto à divulgação tardia, espero que todos possam compreender que se trata de uma doença infecciosa e, de acordo com a lei, as informações importantes têm canais especiais para serem divulgadas.”Não há nada sinistro nesta afirmação.
Há outro aspecto nos relatos ocidentais dos acontecimentos na China, relacionados especificamente com o uso de redes sociais chinesas. Não vou debruçar-me sobre os promenores, mas está bem documentado que várias agências governamentais americanas, principalmente a CIA e a NED, criaram milhares de contas no Weibo e WeChat, pertencendo, supostamente, a chineses nativos residentes na China, mas que são principalmente geridas em Langley, Virgínia, e que esas mesmas agências governamentais usam na tentativa de promover o descontentamento na China. Esse software chamado “sock puppet” permite que um único indivíduo crie e administre até 1.000 dessas contas individuais, instantaneamente, com um realismo de detalhes que parece estar fisicamente na cena, em qualquer acontecimento.
Portanto, há o problema de saber quais as postagens nas redes sociais chinesas que são legítimas e quais as que são feitas por americanos que procuram causar distúrbios na China. Foi, principalmente, por este motivo, que o Governo chinês criou um requisito de identificação pessoal para a manutenção destas contas.
Uma postagem afirmava: “O Dr. Li Wenliang é um herói” e fingia exprimir preocupação de que as “críticas à sua honestidade” feitas pelo Governo assustariam todos os profissionais de saúde chineses. A publicação continuava: “No futuro, os médicos terão mais medo de emitir alertas precoces quando encontrarem sinais de doenças infecciosas”. É quase certo que esta postagem é falsa,  porque os chineses compreendem muito bem o seu sistema e, provavelmente, nenhum chinês manifestaria este sentimento. E, será benéfico, se os médicos tiverem mais receio de emitir “alertas precoces”, desinformados e incorrectos, nas redes sociais e não através dos canais adequados.
De acordo com a CNN, “Na rede social Weibo de Li, dezenas de milhares de cidadãos deixaram comentários de agradecimento por ter falado e a desejar-lhe uma recuperação rápida”. Dr. Li, o senhor é um bom médico com consciência. Espero que fique livre de perigo”, dizia um dos comentários mais bem classificados. “Se Wuhan tivesse prestado atenção ao [seu aviso] na época e tomado medidas preventivas activas”, escreveu outro utente do Weibo, “onde estamos agora - um mês mais tarde - podia ser uma imagem completamente diferente”. Comentários como estes estão em desacordo com os factos, são falsos e, quase de certeza, originados fora da China.
De facto, os chineses apoiaram esmagadoramente a forma como o Governo lidou com esta crise médica, mas parece que os americanos nunca perderão uma oportunidade de denegrir a China, nem de provocar inquietação e instabilidade, sempre que surgir uma circunstância favorável.
Li foi diagnosticado com o novo coronavírus, segundo a CNN: “O seu diagnóstico provocou indignação em toda a China, onde cresce uma reacção contra a censura do Estado sobre a doença e o atraso inicial em alertar o público sobre o vírus mortal”. Mas, na verdade, o seu diagnóstico não provocou nada na China, excepto talvez simpatia, e não há nenhuns indícios  a sugerir uma reacção contra “a crescente censura do Estado sobre a doença”, censura essa que na verdade não existe, sendo todas as provas completamente o contrário. Declarações como estas, apresentadas inteiramente sem factos a apoiá-las, são apenas Xiong e Gan a destruir o seu próprio povo para agradar aos seus manipuladores na CNN.
Por fim, parece apropriado recordar os numerosos casos em que o Governo e as autoridades de saúde dos EUA cometeram crimes contra divulgação e precisão de factos, tendo demorado meses, em muitos casos, a revelar informações ou formular um plano de acção e, em alguns casos, sem nunca ter agido. Não devemos esquecer tão cedo que o Vioxx matou talvez centenas de milhares de americanos durante dez anos, enquanto todos estavam com medo de denunciar esse caso, nem devemos esquecer que centenas de milhões de americanos foram injectados com vírus de macaco de vacinas contaminadas, mas que nunca foi divulgado a público. Nos EUA, muitas pessoas morrem todos os anos devido a vacinas contaminadas, a maioria das quais são desnecessárias, mas as pessoas que tentam “denunciar” são ameaçadas, assediadas e ridicularizadas. Uma simples lista dos casos significativos nos Estados Unidos, de falha de acção em divulgar informações pertinentes e até mesmo de dizer a verdade, seria demasiado longa para ser incluída neste artigo.
Recomendaria aos americanos e à sua comunicação mediática que se preocupassem principalmente com os problemas americanos. Como demonstraram pouca capacidade de descobrir soluções viáveis para os problemas críticos da sua Caixa de Pandora, talvez devessem abster-se de repreender ou fingir aconselhar o resto do mundo sobre assuntos que têm menos importância. É lamentável que a comunicação mediática ocidental tenha tão pouca independência, que os seus repórteres tenham pouca ou nenhuma experiência do mundo real sobre os assuntos que discutem e, em particular, vejam a China através de lentes ideológicas enevoadas, exibam uma forte tendência ao extremismo em todas as questões estrangeiras e estejam inevitavelmente a trabalhar para satisfazer uma agenda política oculta. Não há nada nesse contexto que justifique o mais leve pensamento de confiança.
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 Aos leitores: Agradecemos a divulgação deste artigo através das vossas listas de email e publicação nos vossos blogs, fóruns na Internet, etc.
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Larry Romanoff, consultor de administração e empresário aposentado, ocupou cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. Professor visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresenta estudos de casos de assuntos internacionais para as classes adiantadas de *EMBA. Romanoff reside em Shanghai e está, actualmente, a escrever uma série de dez livros, geralmente relacionados com a China e com o Ocidente. Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com. É colaborador frequente do site Global Research.
*EMBA = Executive Master of Business Administration (EMBA). O Mestrado Executivo em Administração de Empresas (EMBA) é um programa de graduação universitária direccionado, especificamente, a executivos e gerentes empresariais que já estão inseridos no mercado de trabalho.

 Notas
Foto de EPA/STRINGER CHINA OUT
A fonte original deste artigo é Global Research
Copyright © Larry Romanoff, Global Research, 2020

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: Moon of Shanghai

Larry Romanoff,

contributing author

to Cynthia McKinney's new COVID-19 anthology

'When China Sneezes'

When China Sneezes: From the Coronavirus Lockdown to the Global Politico-Economic Crisis