Wednesday, May 27, 2020

PT -- Por que é que os EUA, Aparentemente, Não Estão a Testar o COVID-19 Coronavírus? -- March 06, 2020



Os Testes do coronavirus ainda não estão disponíveis em New York City
Global Research, March 06, 2020
Todos os relatórios referem que o Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos EUA não está a testar o novo coronavírus COVID-19 e que, de qualquer modo, não existem testes credíveis nesse país. Esta é uma área desprovida de explicação racional.
Os EUA podem ter muitos milhares de infecções de coronavírus, mas ninguém sabe porque motivo o CDC não está a testá-los.
O CDC produziu uma série de kits de testes que produziram resultados aleatórios, positivos ou negativos, seguidos de instruções para recusá-los como não confiáveis. (1) Vários estados dos EUA disseram que os novos kits de teste de coronavírus não funcionaram, enquanto outros disseram que eram totalmente não confiáveis. (2) A cidade de Nova York relatou que os testes emitidos pelo governo estão com defeito e “não se pode acreditar que forneçam um resultado preciso”. Estes kits defeituosos também foram enviados para todo o mundo, mas tanto quanto eu saiba, o CDC não transmitiu estas informações a ninguém fora dos EUA.


Aliás, os hospitais americanos têm dado alta a pacientes infectados baseados nestes testes defeituosos, tendo o CDC explicado que houve muitas situações em que os resultados dos testes alternaram entre negativo e positivo nos mesmos pacientes. (3)
Uma fonte da comunicação mediática dos EUA disse que a Califórnia tinha só 200 kits de teste adequados em todo o estado e muito poucos em qualquer parte do país, mas não pude encontrar nenhuma prova de que o CDC esteja a preparar novos kits de teste, não estando, ao que tudo indica, a fazer nada. Afigura-se que a razão pela qual o CDC não pode reivindicar nenhuma infecção de COVID-19 é porque não estão a testar e, de qualquer modo, não são capazes de produzir testes fidedignos. Pode ser divertido ridicularizar os EUA por serem incapazes de produzir um teste correcto, mas os americanos não são incompetentes, o que infelizmente levanta muitas questões.
Parece bizarro que, embora o CDC possa desenvolver e aplicar rapidamente testes correctos em todo o país, à primeira vista,  preferem não fazê-lo, no momento em que a Califórnia e outros estados já declararam o estado de emergência e a Casa Branca cancelou voos para a China e solicitou biliões de dólares para o financiamento do combate ao vírus.
De acordo com as notícias da comunicação social, os EUA realizaram apenas cerca de 450 testes, enquanto nações muito mais pequenas testaram muitas dezenas de milhares de indivíduos. (4) Ainda mais surpreendente é que, ao que tudo indica, o CDC recusa-se a testar infecções de COVID-19. Segundo fontes desconhecidas, a primeira infecção nos Estados Unidos não foi testada senão depois do paciente estar num ventilador, na Unidade de Cuidados Intensivos durante quase uma semana. O hospital comunicou que “não foram capazes de fazer-lhe o teste durante cinco dias, afirmando que o CDC se recusou a testar vítimas que não tinham viajado para regiões atingidas por surtos”. Afigura-se que o CDC se negou, simplesmente, a administrar um teste, se bem que o paciente estivesse em estado crítico. (5)
Entretanto, uma empresa chinesa iniciou a produção em grande quantidade de um teste rigorosamente exacto para a determinação do COVID-19, que recebeu o mais alto nível de certificação europeia e que agora está a ser comercializado em todo o mundo. A empresa de sequenciamento de genomas da China, BGI, recebeu reconhecimento internacional e imenos pedidos dos seus kits de detecção do novo coronavírus. Já enviou centenas de milhares para mais de 25 países e está a processar encomendas de mais de 25 nações. Por exemplo, se o CDC quisesse testes correctos, podia simplesmente, encomendá-los à China. (6)
O CDC considera que esta temporada de gripe tenha abrangido, pelo menos, 29 milhões de doentes, 280.000 hospitalizações e 16.000 óbitos (16), mas o Japão e Taiwan declararam que os óbitos de americanos causados pelo coronavírus (potencialmente na casa dos milhares) estão a ser enterrados com infecções não testadas e cujas mortes são atribuídas à gripe sazonal. Se estas mortes foram testadas, os resultados não estão a ser divulgados. (7) (8)
O site de notícias chinês Huanqiu (9) referiu um caso nos EUA em que o parente de uma mulher foi informado pelos médicos de que ela faleceu de gripe, mas cujo atestado de óbito declarava o coronavírus como a causa da morte. Em 26 de Fevereiro, a afiliada da ABC News, a KJCT8 News Network, informou que uma mulher disse recentemente a esse meio de comunicação social que a sua irmã morreu infectada pelo coronavírus. Almeta Stone, moradora em Montrose, Colorado, disse:
 “Eles (a equipa médica) informarm-nos que era gripe e, quando recebi o atestado de óbito, estava referido um coronavírus como a causa da morte." (10)
Não podemos determinar o número destes casos nos EUA, mas como o CDC, ao que tudo indica, não possui kits de testes credíveis e está a levar a cabo poucos ou nenhuns testes do vírus, pode haver outros. Como afirmei num artigo anterior (11), os virologistas do Japão e Taiwan chegaram à conclusão de que esse facto pode indicar que o coronavírus já se tinha espalhado nos EUA, onde os sintomas estavam a ser oficialmente atribuídos a outras doenças e, por conseguinte, possivelmente mascarados.
O que se segue foi relatado em pormenor na comunicação social chinesa de destaque que, normalmente, não publica nada de especulativo. O Dr. Paul Cottrell, americano, diz que recebeu a cópia de uma mensagem entre um funcionário do CDC dos EUA e um ouvinte do seu canal.
De acordo com a página oficial do CDC, o número total de casos confirmados de coronavírus nos EUA era de 35 à época (21 de Fevereiro de 2020), mas a mensagem copiada para Cottrell dizia
 “Já houve mais de 1.000 casos nos EUA, embora, no noticiário, por enquanto estejam a manter a situação tranquila,  e  a relatar muito menos casos a público”.
Na mensagem, a suposta fonte do CDC afirmou que “o CDC suspeita de casos em cerca de 32 estados, neste momento”. Cottrell diz que até ao momento não conseguiu obter confirmação do CDC sobre a mensagem ou do seu conteúdo, mas também não negou. Cottrell é Doutorado, tendo concluiu estudos de pré-Medicina, actualmente, está matriculado no programa de Mestrado de Biologia, em Harvard. (12)
Mais ainda, um funcionário superior do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) está agora a procurar obter protecção federal contra tentativas de silenciá-lo depois de alegar que o Governo dos EUA não estava a tomar as devidas precauções contra o surto de COVID-19. A denúncia alegava que os funcionários federais de saúde foram “instalados inadequadamente” para ajudar os americanos em quarentena evacuados de Wuhan, na China, e “não estavam treinados e equipados  adequadamente, para funcionar numa situação de emergência de saúde pública”, de acordo com um relatório do Washington Post e com porções da denúncia apresentada por outros meios de comunicação social. (13)
Há outra faceta muito curiosa deste problema ostensivo. Em Agosto de 2019, o CDC encerrou completamente o Laboratório Militar de Armas Biológicas dos EUA, em Fort Detrick (USAMRIID) devido a “riscos de segurança biológica”. Emitiram uma ordem de encerramento das instalações e de toda a pesquisa ser imediatamente suspensa até novo aviso, mas, curiosamente, a comunicação mediática dos EUA quase não tomou nota deste acontecimento. Poder-se-ia imaginar que, à luz de uma medida tão drástica, seria obrigatória a realização de testes galopantes, mas neste caso é visível que tal não aconteceu. No entanto, a comunicação mediática de Taiwan relatou infecções provocadas pelo COVID-19 de residentes de Taiwan originários dos EUA (Havaií), em Setembro de 2019. Os Jogos Militares Mundiais foram realizados em Wuhan, durante as últimas duas semanas de Outubro. (14) (15) (16)
Vale a pena mencionar que não foi a primeira vez que estas preocupações surgiram. Entre 2005 e 2012, a data mais recente para a qual tenho números precisos, o CDC dos EUA recebeu 1.059 “relatórios de fuga” - uma média de um incidente num curto espaço de tempo de alguns dias que envolviam “roubo, perda, fuga a causar exposição ocupacional, ou libertação para o exterior das barreiras essenciais de biocontenção”de agentes patogénicos perigosos. Há dez anos, o New York Times e a comunicação mediática do Ocidente atacaram a China, devido a várias pequenas fugas de um vírus, mas os americanos tiveram 1.057 fugas mais perigosas do que a da China, durante o mesmo período, muitas delas abrangendo agentes patogénicos mortais. (17) (18) (19) (20) (21) (22)
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Larry Romanoff, consultor de administração e empresário aposentado, ocupou cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. Professor visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresenta estudos de casos de assuntos internacionais para as classes adiantadas de *EMBA. Romanoff reside em Shanghai e está, actualmente, a escrever uma série de dez livros, geralmente relacionados com a China e com o Ocidente. Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com. É colaborador frequente do site Global Research.
EMBA = Executive Master of Business Administration (EMBA). O Mestrado Executivo em Administração de Empresas (EMBA) é um programa de graduação universitária direccionado, especificamente, a executivos e gerentes empresariais que já estão inseridos no mercado de trabalho.
 Notas
A fonte original deste artigo é o site Global Research
Copyright © Larry Romanoff, Global Research, 2020 
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: Moon of Shanghai