Friday, May 8, 2020

PT -- Coronavírus da China: está lançada uma emergência de saúde global. Quais são os factos?



Global Research, 31 de Janeiro de 2020
Embora este coronavírus seja realmente preocupante e esteja a causar mortes, interrogamo-nos se as respostas, especialmente no Ocidente, não estão a perder o controlo.
O Canadá, com uma população quase igual à de Shangai, até agora, nesta temporada de gripe, teve mais de 20.000 casos confirmados, 2.200 hospitalizações e 85 mortes, aproximadamente o mesmo que toda a China com o novo coronavírus ao mesmo tempo. Mas não há pânico no Canadá sobre a gripe, e a United Airlines não está a cancelar todos os voos para o Canadá.
Da mesma forma para os EUA nesta temporada de gripe, houve 140.000 hospitalizações e cerca de 8.500 mortes.
Mas a gripe quase não é mencionada na comunicação mediática, nos EUA e o Governo não está a confinar cidades ou viagens aéreas. Ainda mais, em 2017, os EUA registaram 61.000 mortes devido à gripe, com 45 milhões de pessoas muito doentes, mas não foi referida nenhuma emergência nacional e a vida permaneceu normal. (1)



História da Infecção
(de 31 de Dezembro de 2019 a 31 de Janeiro de 2019)
§  31 de Dezembro – 1
§  03 de Janeiro – 44
§  21 de Janeiro – 225
§  23 de Janeiro – 830
§  24 de Janeiro – 1,295
§  25 de Janeiro – 1,950
§  26 de Janeiro – 2,744 infecções, 80 mortes
§  27 de Janeiro – 4,515 infecções, 105 mortes
§  28 de Janeiro – 5,974 infecções, 132 mortes
§  29 de Janeiro – 7,711 infecções, 170 mortes
§  30 de Janeiro – 9,692 infecções, 216 mortes
§  31 de Janeiro – 9,800 infecções, 216 mortes
Fonte: dados do Governo da China e da Organização Mundial de Saúde   
Ver  o Mapa a Seguir


Scan do mapa do New York Times, em 31 de Janeiro de 2020
Aproximadamente 150 infecções foram registadas fora da China em 20-21 países, de um total de infecções registadas da ordem de 10.000 (31 de Janeiro).
Até agora, todas as mortes registadas ocorrem na China continental. Nenhuma morte foi registada fora da China.
Esses números são baixos quando comparados aos relativos ao surto sazonal comum de gripe viral.
Segundo dados da OMS, houve 5 milhões de infecções e 650.000 mortes no mundo inteiro associadas ao vírus da gripe sazonal comum. (Números de 2017)
Em Hong Kong, há mais mortes a cada duas semanas de gripe comum, a cada ano (e este ano) do que aconteceu com a SARS no total, mas com apenas 6 casos confirmados de coronavírus, Hong Kong está a cancelar a maioria dos voos e dos comboios entre o Continente e fechou muitos dos portos de entrada na  sua fronteira.
Na China continental, o novo vírus já causou mais infecções do que a SARS durante 2002-2003, embora a taxa de mortalidade seja muito menor, mas 200 ou 300 mortes numa população de quase 1.4 bilião não é uma reminiscência imediata da praga ou da gripe espanhola, que causaram milhões de mortes em todo o mundo.
E, de facto, a China também experimenta muito mais mortes pela gripe comum a cada ano, mas a China destinou quase 30 biliões de RMB (cerca de 4 biliões de dólares) para apoiar a batalha contra esse novo coronavírus. O medo e a reacção exagerada (se é que é verdade) parecem resultar, simplesmente, do facto deste agente patogénico ser diferente.
As viagens de comboio durante este feriado decresceram cerca de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. A China prolongou o feriado de Ano Novo do país na tentativa de permitir que os cidadãos permaneçam isolados em suas casas durante um período mais longo, mas, em breve, haverá uma grande onda de viajantes a regressar ao seu local de residência ou ao trabalho, com o perigo de provocar novas infecções.
Companhias aéreas de vários países anunciaram a redução ou o cancelamento total de todos os vôos para a China. A  Rússia, a Mongólia e a Coreia do Norte bloquearam todas as passagens para a China até 1º de Março, com a Rússia, a fechar, efectivamente, a sua fronteira de 4.200 km. Os EUA e muitas outras nações recomendaram evitar qualquer viagem à China. Como também, muitas empresas na China optaram por fechar temporariamente as portas, incluindo as multinacionais Starbucks, McDonald's, IKEA e outras. (2)
O governo italiano declarou o estado de emergência num esforço para impedir “alegadamente” a propagação da estirpe/cepa do coronavírus depois de terem sido confirmados dois casos em Roma. As companhias aéreas Alitalia, Air France, Delta Airlines, Air Canada, British Airways, Lion Air e Seoul Air, Finnair, Cathay Pacific e Jetstar Asia suspenderam todos os voos de ida e volta para a China, incluindo outras companhias aéreas, que estavam a reduzir o número de voos para o país, porque a procura de viagens está a diminuir.
Muitos países já retiraram a maioria dos seus funcionários diplomáticos da China, incluindo os EUA, a França e o Japão.
A Austrália disse que colocaria em quarentena os indivíduos suspeitos de infecções durante duas semanas, numa pequena ilha a cerca de 1.600 km do continente australiano e Singapura proibiu a entrada a todos os viajantes que visitaram a China continental nas últimas duas semanas. (3) Noutros lugares, mais de 6.000 turistas estavam confinados a bordo de um navio de cruzeiro, num porto italiano na quinta-feira, depois de dois passageiros chineses de Macau terem sido isolados por receio de serem portadores do coronavírus. (4)
A OMS declarou uma Emergência Mundial
Em 30 de Janeiro, a OMS declarou o surto de vírus como sendo uma emergência global, um “acontecimento extraordinário” que constitui um risco para outros países e requer uma resposta internacional coordenada. Esta declaração foi motivada pelo rápido aumento de infecções relatadas, especialmente por se ter espalhado noutras 18 nações onde houve casos de transmissão de ser humano para ser humano. A França confirmou que um médico que estava em contacto com um paciente com o novo vírus ficou infectado, mais tarde, os especialistas médicos temem que a propagação de novos vírus de pacientes para profissionais de saúde possa sinalizar que o vírus está a adaptar-se à transmissão humana e, assim, tornar-se muito mais infeccioso. (5)
O Director Geral da OMS disse que a declaração não era um voto de falta de confiança na China, nem no que estava a acontecer na China, mas devido ao que está a acontecer noutros países, e que “A nossa maior preocupação é o potencial deste vírus se espalhar para países com sistemas de saúde mais limitados e mal preparados para lidar com ele”..
Marion Koopmans, especialista de doenças infecciosas no Centro Médico da Universidade Erasmus, na Holanda, e membro da comissão de emergência da OMS, questionou se o vírus era “mais infeccioso do que se pensava anteriormente ou se havia algo incomum nestas circunstâncias”. Outro virologista sugeriu que a transmissão era mais fácil do que se supunha inicialmente, afirmando que “se a transmissão entre humanos fosse difícil, os números teriam atingido o nível máximo”. Outro médico afirmou que este novo vírus “se espalhou a uma escala e velocidade sem precedentes, com casos a transmitir-se entre pessoas em vários países do mundo”.
Houve relatos da comunicação mediática ocidental de que as autoridades médicas de Wuhan tinham sido presas por dar as notícias sobre o vírus, mas essas declarações não eram verdadeiras. O que aconteceu foi que algumas pessoas não relacionadas circularam comentários online a informar, que a SARS tinha regressado à China e que tinha sido detectada nos hospitais de Wuhan, que alegam ter perturbado muitas pessoas. A polícia entrevistou-os porque na China, é crime espalhar boatos infundados ou falsos que perturbam a estabilidade pública. No entanto, esses oito indivíduos foram libertados e, posteriormente, elogiados, porque as suas evidências provaram estar essencialmente correctas, embora, como afirmou o principal epidemiologista do CCDC, “não tivessem provas científicas”. De facto, o Supremo Tribunal da China emitiu uma declaração sobre este caso, dizendo: “Os factos mostram que, embora a nova pneumonia infectada pelo coronavírus não seja o SARS, as informações divulgadas pelas oito pessoas não foram totalmente fabricadas”. (6)
Numa atitude surpreendente, o Presidente da Câmara de Wuhan, Zhou Xianwang, disse que o público estava inicialmente insatisfeito com a velocidade da divulgação de informações e que o bloqueio/lockdown, rápido e eficaz da cidade estava a perturbar muitas pessoas. Disse:
“Espero que o público entenda que é uma doença infecciosa e. . . É um acontecimento sem precedentes, bloquear uma cidade com mais de 10 milhões de pessoas. No entanto, perante a situação actual, fechamos o portão da cidade e possivelmente encurralamos o vírus dentro dela. Podemos ficar com um nome sinistro na História”.
Depois declarou: “Mas se for favorável ao controlo do vírus e à protecção da segurança das pessoas”, ele e o chefe do Partido em Wuhan demitir-se-iam se esse passo acalmasse qualquer indignação existente. (7) Como é habitual, o South China Morning Post, de Hong Kong (uma publicação anti-China continental) distorceu a notícia, transmitindo-a da seguinte maneira: “O Presidente da Câmara de Wuhan, pressionado para se demitir devido à resposta ao vírus”, quando, na verdade, não houve qualquer pressão externa. (8)
Foi comovente ver hotéis chineses de propriedade privada, em Wuhan, a providenciar, voluntariamente, quartos gratuitos para a equipa médica que precisasse de descansar. Xiao Yaxing, proprietário privado de um hotel de quatro estrelas na cidade, abriu um grupo de discussão na plataforma da rede social chinesa WeChat, onde apelou aos colegas de mais de 40 hotéis para oferecerem quartos aos médicos e enfermeiros que trabalhavam dia e noite para salvar vidas. Disse que, uma vez que quase todos os meios de transporte tinham cessado nessa cidade grande, era difícil às equipas médicas chegar aos hospitais vindo de suas casas e também precisavam de locais de descanso. Xiao disse: “Muitos hotéis em Wuhan estão fechados aos viajantes, deixando muitos quartos vazios que podemos oferecer gratuitamente”. (9)
As empresas estatais da China também mobilizaram os seus recursos para combater o surto de pneumonia causada pelo novo coronavírus. As principais operadoras de telecomunicações do país iniciaram respostas de emergência para garantir comunicações concretas na província de Hubei, e as empresas farmacêuticas da SOE fizeram esforços extremos para acelerar a produção dos kits de teste e de equipamentos médicos, além de trabalharem 24 horas para desenvolver vacinas contra o vírus. (10)
E, claro, toda a situação boa pode ser seguida por algo negativo. Os gigantes do comércio retalhista Carrefour e Wal-Mart estão a ser multados em milhões de RMB devido à manipulação ilegal de preços, fraudes lucrativas e por “enganar” os seus clientes durante esta crise, ambas estas empresas foram avisadas com antecedência e ambas ignoraram os avisos. É preciso referir que o Carrefour e, especialmente, o Wal-Mart têm uma longa história de vários tipos de práticas fraudulentas, na China. Há alguns anos, todas as lojas Wal-Mart na província de Chongqing foram fechadas e seis executivos de alto nível foram presos por uma enorme fraude pública, tendo a empresa recebido uma multa pesada. (11)
Como um exemplo deste caso, só uma filial do Carrefour em Shangai aproveitou a ansiedade do público para marcar os preços habituais das verduras de (por exemplo) 2,5 RMB para 19,8, de 3,87 para 19,55 e de 4,26 para 18,33, enquanto os custos de aquisição dessas mesmas verduras permaneceram estáveis. As autoridades descobriram que o Carrefour e o Wal-Mart estavam a enganar ainda mais os clientes com preços falsos ou etiquetas fraudulentas, mas cobrando de 30% a 50% a mais no preço final. Estas fraudes de preços levadas a cabo pelas duas empresas aconteceram em muitas lojas, em muitas províncias. (12)
O Carrefour na China pediu desculpa por qualquer irregularidade nos preços e disse que a empresa estabeleceria “um grupo de controlo especial para realizar inspecções internas de qualidade de preços”. O Wal-Mart, por sua vez, também divulgou uma declaração dizendo que “fortaleceria os esforços em inspecções de preços e trataria os problemas com muita seriedade”. No entanto, são as mesmas declarações que estas duas empresas fazem, sempre que são apanhadas e multadas por práticas fraudulentas. (13)
Alguns antecedentes preocupantes
Cada um dos assuntos a seguir e, de facto, todos juntos, podem ser desvalorizados como meras coincidências. É muito cedo para tirar conclusões, mas estes factos e acontecimentos perturbaram e assustaram algumas pessoas devido à sua importância e correspondência, em termos de tempo.
Parte da natureza inquietante destes acontecimentos é que muitas tragédias no mundo, nos últimos tempos, tiveram 'julgamentos', com as autoridades a efectuar acontecimentos simulados que, estranhamente, se assemelhavam à ocorrência real do que aconteceu logo depois. O atentado à bomba, na Maratona de Boston, nos EUA, alguns anos, foi um desses acasos, onde centenas de cidadãos testemunharam que o que parecia ser agentes do FBI a realizar, precisamente, essa simulação, somente alguns dias antes do ocorrido. Existem muitos casos e  estão todos bem documentados, embora a comunicação mediática de massa tenha evitado toda a discussão sobre os mesmos.
As autoridades chinesas acreditavam, inicialmente, que o vírus se originou no Mercado de Marisco de Huanan, em Wuhan, mas dizem que agora parece que houve várias fontes de infecção. Huang Chaolin, especialista chinês de doenças pulmonares, Vice Director do Hospital Wuhan Jinyintan, revelou algumas descobertas precoces sobre os dados clínicos dos 41 primeiros casos do novo coronavírus. Num artigo recente publicado no Lancet, disse que quatro dos cinco primeiros casos não tiveram contacto com o mercado de marisco e que, só 27 dos 41 primeiros casos tiveram essa exposição. “A julgar por toda a situação, o mercado de marisco pode não ser a única fonte. A origem do novo coronavírus pode ser de várias fontes.” (14)
Embora alguns indivíduos de raça  branca (NdT.: designados nos EUA como caucasianos) e outros asiáticos terem sido infectados até ao momento, o vírus até agora parece ainda estar fortemente focado nos chineses. No meu artigo anterior sobre este vírus, reportei-me a uma tese sobre Armas Biológicas de Leonard Horowitz e Zygmunt Dembek, que afirmava que sinais claros de um agente de guerra biológica geneticamente modificado eram (1) uma doença causada por um agente incomum (pouco habitual, raro, ou único), com (2) falta de explicação epidemiológica, isto é, sem haver uma noção clara da fonte; (3) uma “manifestação e/ou distribuição geográfica pouco comum”, como especificidade da raça; e (4) “fontes múltiplas” de infecção. Este caso tem todas estas quatro características. (15)
Há outra questão a implicar susceptibilidade racial a esta doença da infecção pelo 2019-nCov. Um grupo de virologistas chineses descobriu que, pelo menos, alguns chineses têm um número extremamente grande de um tipo específico de célula nos pulmões, que se relacionam com a regulação da reprodução e da transmissão do vírus. Eles alegaram que isto era o “pano de fundo biológico apropriado para a investigação epidémica do 2019-nCov”. (16) (17)
Outra ocorrência estranha ocorreu há cerca de dois anos, quando a Força Aérea dos EUA colocou uma lista no site Federal Business Opportunities pedindo, pelo menos, 12 amostras de RNA de russos de ascendência europeia, bem como 27 amostras de líquido sinovial russo. O contrato declarava que todas as amostras devem ser “recolhidas na Rússia e devem ser de indivíduos de raça branca (caucasianos). O Governo não considerará amostras de tecido da Ucrânia”. (18)
Igor Nikulin, antigo membro da Comissão de Armas Biológicas da ONU, observou que as amostras de RNA podem ser usadas para desenvolver vírus.
 “”Estão a ser desenvolvidos novos tipos de armas biológicas. Não há mais nada que possa interessar ao departamento militar. Muito provavelmente, são vírus para ser utilizados como armas. Os EUA estão a tentar desenvolver vários tipos de armas biológicas especificamente para portadores específicos desse pool genético/fundo genético, e os caucasóides são necessários, visto que constituem a maioria da população do nosso país. Este é o mesmo grupo focal para o qual eles estão a tentar encontrar amostras. É necessário que os vírus actuem selectivamente num ou noutro grupo étnico.”
Wuhan estava a realizar os Jogos Militares Mundiais, apenas, algumas semanas antes do início do vírus, com um grande contingente estrangeiro presente. 300 militares dos EUA chegaram a Wuhan para esses Jogos, que duraram até Novembro, pouco antes do início das infecções. Não existe um vínculo comprovado entre estes dois acontecimentos, mas apenas questões que surgem sobre a ocasião da ocorrência dos mesmos. (19) (20)
Em Outubro de 2019, a Fundação Bill e Melinda Gates organizaram  um exercício de pandemia, conjuntamente com o Johns Hopkins Centre for Health Security e com o Pirbright Institute do Reino Unido, utilizando precisamente um novo surto de coronavírus. Foi designado como “Evento 201” e foi um exercício de simulação que previa um coronavírus de rápida expansão com um impacto devastador. Nessa simulação, o coronavírus resultou num número de mortos de 65 milhões de pessoas em 18 meses - superando a pandemia mais mortal da história, a gripe espanhola de 1918. (21)
Os organizadores disseram,
“Os esforços para evitar tais consequências ou reagir a elas à medida que se desenrolam, irão exigir níveis sem precedentes de colaboração entre os governos, as organizações internacionais e o sector privado”.
Na sua  narrativa,
 “O vírus imuno-resistente estava a prejudicar o comércio e as viagens, conduzindo a economia global a uma queda livre. As comunicações mediáticas sociais lançavam, desenfreadamente, rumores e desinformação, os governos estavam a entrar em colapso e os cidadãos a revoltar-se” Defenderam que esse cenário era “totalmente realista”.
Além da coincidência de um surto praticamente idêntico ao da China, talvez a parte mais reveladora tenha sido o foco do grupo na necessidade de “coordenação profunda com o sector 'privado'” porque, segundo as suas palavras, “o desenvolvimento de vacinas é lento e difícil se não houver um mercado imediato para elas.” Infelizmente, comentários desta natureza levantam questões imediatas.
Outro assunto preocupante é o próprio Instituto Pirbright, que ajudou na simulação acima mencionada. O Pirbright Institute é um dos dois principais laboratórios de armas biológicas do Reino Unido, sendo o outro, Porton Down. Foi de Pirbright que os vírus da febre aftosa “escaparam” duas vezes nos últimos anos, destruindo os pequenos agricultores, matando todo o gado, o que resultou na agricultura do Reino Unido ser, repentinamente, açambarcada pelo grande “negócio da agricultura, isto é, da agricultura industrializada.”
Este instituto tem o que certamente deve ser o pior registo de segurança, de ética e de capacidade de armazenagem entre os laboratórios biológicos de nível 4 do mundo inteiro. Como pano de fundo, um laboratório de nível 4 é talvez o lugar mais seguro do mundo. Nenhuma pessoa que não seja autorizada pode sequer ousar aproximar-se, muito menos entrar, e ao sair é exigido, entre outras coisas, que o indivíduo se dispa para descontaminação. Nada, nenhum material pode ser removido do local, por razões óbvias, sem uma escolta da polícia ou militar. No entanto, quando a febre aftosa devastou a Inglaterra e a fonte foi rastreada definitivamente para Pirbright, a resposta foi que os “activistas da causa dos animais” entraram no laboratório e roubaram alguns frascos de agentes patogénicos e que os libertaram. A grande maioria dos ingleses, desconhecendo as características técnicas dos laboratórios biológicos, acreditou provavelmente nessa história que era pura fantasia.
Uma questão relacionada é que a presença do Pirbright Institute na simulação foi, sem dúvida, devida ao facto de que eles criaram e patentearam vários (cinco, creio) coronavírus, um dos quais foi usado na simulação - Patente dos EUA # 10.130.701, emitida em 20 de Novembro de 2018. É curioso que o Pirbright Institute é parcialmente financiado pela Fundação Gates (um “financiador da maior importância”), levando um indivíduo a interrogar-se por que motivo Bill Gates estaria a financiar um laboratório de armas biológicas do Reino Unido. Dizem-nos que o interesse é pelas vacinas, mas um laboratório biológico que cria e patenteia agentes patogénicos mortais poderia evitar o custo da pesquisa das vacinas, em primeiro lugar, não criando agentes patogénicos. O Pirbright Institute possui as patentes de cinco novos tipos diferentes de coronavírus, mas também criou e patenteou uma grande variedade de outros agentes patogénicos, incluindo (com financiamento de Gates) “genes de mosquitos planeados” (de facto, são insectos criados como armas), que alguns acreditam ser a fonte original dos mosquitos da Oxytech que libertaram o vírus Zika. (22) (23)
Depois, no fim de Janeiro, a Netflix lançou um novo documentário chamado 'Pandemia: Como prevenir um surto', o qual alarmou muitas pessoas pela coincidência do seu lançamento, enquanto o coronavírus se está a espalhar pelo mundo.
Alguns desvalorizaram essa ocorrência como sendo um truque publicitário elaborado, mas o seu conteúdo é muito pormenorizado e ligado ao coronavírus chinês para ser um acidente. A série examina o sistema de saúde em todo o mundo, discute possíveis fontes de vírus que poderiam causar uma pandemia mundial e examina a capacidade da Humanidade de lidar com essa mesma pandemia. Dado que o documentário exigiu algum tempo para a produção, muitos cidadãos preocupados na Internet estão a questionar se a Netflix tinha conhecimento prévio. É um documentário alarmista, incentivando o público a "ter mais medo dos vírus influenza e respiratório (corona), com frases como  “A Pandemia acontece agora”, “Procure, não esconda”, “As Orações podem ser uma solução”. Também concentra a atenção no “sector privado” como sendo o salvador do mundo, com vacinas produzidas pelas empresas do sector privado (e com fins lucrativos). (24) (25) (26)


Noutro artigo depreciativo, a CNN afirma, “Historicamente, uma quarentena de massa é uma resposta agressiva que está longe de ser perfeita. No passado, conduziu a consequências políticas, financeiras e sociais.”
Lawrence Gostin, Professor de Direito da Saúde Mundial, na Universidade de Georgetown e Director do Centro de Direito da Saúde Mundial, da Organização Mundial da Saúde, disse que foi uma medida “sem precedentes” e que ele considerou, “muito imprudente”. “Nunca antes foi tentada a esta escala”, disse à CNN. “Há poucos indícios da sua eficácia. E considero que há boas razões para pensar que o tiro poderá sair pela culatra, de acordo com a perspectiva social, da saúde pública e dos direitos humanos.”
A CNN afirma que pode conduzir a “problemas logísticos”, que apenas a palavra “quarentena” provocará pânico e histeria. Aparentemente, também existem “implicações dos direitos humanos”, afirmou um especialista dos EUA, “não considero que possa impor uma quarentena em massa a 30 milhões de pessoas sem violar os direitos humanos”. O mesmo especialista afirmou que essa medida poderia facilmente estimular a violência pública e a desconfiança nas autoridades de saúde, e que haverá amplas “consequências financeiras e sociais” e “impedirão a actividade económica local”. Gostin então afirmou que “é essencial obter o apoio das pessoas que está a proteger”, disse, “e é sempre melhor do que obrigar as pessoas a seguir ordens”.
Parece que, para a China, é amaldiçoado se o fizer e é amaldiçoado se não o fizer. (27)
Outros editores na comunicação mediática e na internet insinuam ou alegam, regularmente, que o novo coronavírus “escapou do Laboratório de armas biológicas de Wuhan”, outro exemplo de autores que que fazem alegações sem ter qualquer conhecimento pessoal dos factos. A Universidade de Wuhan engloba o Instituto Wuhan de Virologia, que é um dos principais laboratórios de bio-segurança do país e que trabalha com a OMS e outros grupos internacionais como parte de uma grande rede que estuda agentes patogénicos de todo o mundo, assim como todos os outros institutos. Vi muitas insinuações ou acusações de que o Instituto é um laboratório de armas biológicas, mas estas argumentações são feitas sem provas de apoio. Tenho conhecimento do Instituto e o mesmo exerce uma actividade estritamente civil. Nunca esteve associado a pesquisas biológicas militares ou de combate.
*
Larry Romanoff é consultor de administração e empresário aposentado. Ocupou cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. É Professor visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresentando estudos de caso em assuntos internacionais para as classes adiantadas do EMBA. Romanoff mora em Shanghai e, actualmente, está a escrever uma série de dez livros, geralmente relacionados com a China e com o Ocidente. Pode ser contactado por email: 2186604556@qq.com. É  colaborador frequente do site Global Research.
Notas
(9) en.people.cn/n3/2020/0125/c90000-9651777.html
(10) https://global.chinadaily.com.cn/a/202001/25/WS5e2b76faa3101282172732ab.html
(14) Shanghai Daily, Wednesday, January 29, 2020; https://www.shine.cn/news/nation/2001290806/
(15) Medical Aspects of Biological Warfare; https://repository.netecweb.org/items/show/325
The original source of this article is Global Research
Copyright © Larry Romanoff, Global Research, 2020

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com