Friday, May 29, 2020

PT -- COVID-19: Mais Provas de que o Vírus Foi Criado nos EUA -- March 04, 2020



Por Larry Romanoff
Global Research, March 11, 2020
Coronavirus illustration (stock image). | Credit: © pinkeyes / stock.adobe.com

Sugere-se a leitura do artigo anterior como informação de base:
Por Larry Romanoff, March 04, 2020
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Como os leitores se recordam do artigo anterior (mencionado acima), epidemiologistas e farmacologistas japoneses e taiwaneses determinaram que o novo coronavírus poderia ter sido originado nos EUA, pois que esse país é o único que se sabe ter todos os cinco tipos – a partir dos quais todos os outros têm de surgir. Wuhan, na China, tem apenas um desses tipos, tornando-o, em analogia, numa espécie de “ramo” que não pode existir por si só, mas deve ter crescido a partir de uma “árvore”.
O médico de Taiwan observou que, em Agosto de 2019, os EUA tinham uma inundação de pneumonias pulmonares ou algo semelhante, que os americanos atribuíram ao “vaping” de cigarros eletrónicos, mas que, segundo o cientista, os sintomas e as condições não podiam ser explicados por esses mesmos cigarros eletrónicos. Referiu que escreveu às autoridades americanas a informar que suspeitava que essas mortes fossem provavelmente devidas ao coronavírus. Ele afirma que os seus avisos foram ignorados.
Precisamente antes dessa ocorrência, o CDC encerrou totalmente o principal Laboratório Biológico das Forças Armadas dos EUA, em Fort Detrick, Maryland, devido à ausência de garantias contra fugas de agentes patogénicos, emitindo uma ordem judicial de *“cessar e desistir” entregue aos militares. Foi imediatamente após este acontecimento que surgiu a epidemia do 'cigarro eletrónico'.



Screenshot from The New York Times August 08, 2019

Também tivemos cidadãos japoneses infectados em Setembro de 2019, no Havaií, pessoas que nunca tinham estado na China, tendo  estas infecções ocorrido no solo dos EUA muito antes do surto em Wuhan, mas logo pouco depois do encerramento de Fort Detrick.
Em seguida, apareceu outro artigo nas redes sociais chinesas, ciente do exposto, mas apresentando mais pormenores. Declarava, em parte, que cinco atletas “estrangeiros” ou outras pessoas, de visita a Wuhan a fim de assistir aos Jogos Militares Mundiais (18 a 27 de Outubro de 2019) foram hospitalizadas em Wuhan, devido a uma infecção indeterminada.
O artigo explica com mais clareza que a versão do vírus de Wuhan só poderia ter sido originado nos EUA, porque é o que eles designam como  “ramo” e que não poderia ter sido criado primeiro, porque não teria “semente”. Teria de ser uma nova variedade desmembrada do 'tronco' original, e este tronco só existe nos EUA. (1)
Tem havido muita especulação pública a respeito de que o coronavírus tenha sido deliberadamente transmitido à China, mas, de acordo com o artigo chinês, é possível uma alternativa menos sinistra.
Se alguns membros da equipa dos EUA, presentes nos Jogos Militares Mundiais (de 18 a 27 de Outubro) estavam infectados pelo vírus devido a um surto acidental em Fort Detrick, é possível que, devido a um longo período inicial de incubação, os sintomas possam ter sido menores e esses indivíduos poderiam facilmente ter 'percorrido' a cidade de Wuhan durante a sua estadia, infectando potencialmente milhares de residentes locais em vários locais, muitos dos quais ter-se-iam deslocado, posteriormente, ao mercado de marisco, a partir do qual o vírus se espalharia como fogo (como aconteceu).
O que explicaria também, a impossibilidade prática de localizar o lendário “paciente zero” – que, neste caso nunca foi encontrado, pois haveria muitos deles.
Em seguida, Daniel Lucey, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Georgetown, em Washington, declarou num artigo na revista Science que a primeira infecção humana foi confirmada como tendo ocorrido em Novembro de 2019 (não em Wuhan), sugerindo que o vírus se originou noutro lugar e que depois se espalhou no mercado de marisco. “Um grupo atribuiu a data da origem do surto, como sendo 18 de Setembro de 2019”. (2) (3)
O mercado de marisco de Wuhan pode não ser a fonte do novo vírus que se espalha globalmente.
A descrição dos primeiros casos sugere que o surto começou noutro lugar.
O artigo declara:
“Como os casos confirmados de um novo vírus surgem em todo o mundo a uma velocidade preocupante, todos os olhos se concentraram no mercado de marisco em Wuhan, na China, como sendo a origem do surto. Mas uma descrição dos primeiros casos clínicos publicada no The Lancet, na sexta-feira, desafia esta hipótese. ” (4) (5)
O artigo, escrito por um grupo de pesquisadores chineses de várias instituições, oferece pormenores sobre os primeiros 41 pacientes hospitalizados que confirmaram infecções do que foi designado como o novo coronavírus de 2019 (2019-nCoV).
No primeiro caso, o paciente ficou doente em 1 de Dezembro de 2019 e não tinha nenhuma ligação relacionada com o mercado de marisco, relatam os autores. “Não foi encontrado um vínculo epidemiológico entre o primeiro paciente e os casos posteriores”, afirmam. Os dados também mostram que, no total, 13 dos 41 casos não tinham ligação com o mercado. “É um número avultado, 13, sem ligação”, diz Daniel Lucey. . . (6)
Relatórios anteriores das autoridades de saúde chinesas e da Organização Mundial da Saúde disseram que o primeiro paciente teve sintomas em 8 de Dezembro de 2019 - e esses relatórios simplesmente disseram que “muitos” casos tinham ligações com o mercado de marisco, que foi encerrado em 1 de Janeiro. (7)
“Lucey diz que se os novos dados forem rigorosos, as primeiras infecções humanas devem ter ocorrido em Novembro de 2019 – se é que não aconteceram antes - porque existe um tempo de incubação entre a infecção e os sintomas que começaram a surgir. Neste caso, o vírus possivelmente espalhou-se silenciosamente entre as pessoas, em Wuhan - e talvez, noutros lugares - antes do aglomerado de casos do agora famoso mercado de marisco de  Huanan, ser descoberto no final de Dezembro. “O vírus entrou naquele mercado antes de sair do mesmo”, afirma Lucey.
“A China deve ter percebido que a epidemia não se originou naquele mercado de marisco da cidade de Huanan, em Wuhan”, disse Lucey ao Science Insider. (8)
Kristian Andersen é um biólogo evolucionário do Scripps Research Institute que analisou as sequências do 2019-nCoV para tentar esclarecer a sua origem. Referiu que é "totalmente plausível”, o cenário  de pessoas infectadas trazerem o vírus para o mercado de marisco de algum lugar exterior. De acordo com o artigo da Science,
“Andersen publicou a sua análise de 27 genomas disponíveis do 2019-nCoV, em 25 de Janeiro, num site de pesquisa de Virologia. Sugere que esses genomas tinham um “ancestral comum mais recente” - o que significa uma fonte comum - desde 1 de Outubro de 2019 ". (9)
Foi interessante o facto de que Lucey também verificou  que o MERS, que originalmente se pensava ter vindo de um paciente da Arábia Saudita, em Junho de 2012, mas estudos posteriores e mais aprofundados, rastrearam-no num surto hospitalar inexplicável de pneumonia na Jordânia, em Abril desse mesmo ano de 2012. Lucey disse que, a partir das amostras armazenadas de pessoas que faleceram na Jordânia, as autoridades médicas confirmaram que tinham sido  infectadas pelo vírus MERS. (10)
Esta confirmação iria dar ímpeto a acautelar o público a não aceitar uma “narrativa oficial padronizada” que a comunicação mediática ocidental está sempre tão ansiosa por fornecer – como aconteceu com o SARS, o MERS e com o ZIKA, cujas 'narrativas oficiais', mais tarde, foram comprovadas estar erradas.
Neste caso concreto, a comunicação mediática ocidental inundou, durante meses, as suas páginas sobre o vírus COVID-19, como tendo sido originado no mercado de marisco de Wuhan e ocasionado por pessoas que comem morcegos e animais selvagens. Provou-se que todas estas reportagens estão erradas.
Não só o vírus não teve origem no mercado de marisco, como também não se criou de maneira nenhuma em Wuhan, e agora ficou provado que não se originou na China, mas que foi trazido para a China a partir de outro país. Parte da prova desta afirmação é o  facto de que as variedades genómicas do vírus no Irão e em Itália, terem sido sequenciadas e declaradas não pertencendo à variedade que infectou a China e, por definição, devem ter-se gerado noutros lugares.
Considera-se que a única possibilidade da origem deste vírus seria os EUA, porque somente esse país tem o “tronco” de todas as variedades. Portanto, pode ser verdade que a fonte original do vírus COVID-19 seja o Laboratório Militar de Armas Bilógicas dos EUA, em Fort Detrick. O que não seria uma surpresa, pois que o CDC encerrou completamente Fort Detrick, mas também porque, como relatei num artigo anterior, entre 2005 e 2012, os EUA tinham sofrido 1.059 casos em que agentes patogénicos tinham sido roubados ou escapado de laboratórios americanos de pesquisas biológicas, durante os dez anos precedentes.

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Aos leitores: Agradecemos a divulgação deste artigo através das vossas listas de email e publicação nos vossos blogs, fóruns na Internet, etc.
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Larry Romanoff, consultor de administração e empresário aposentado, ocupou cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. Professor visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresenta estudos de casos de assuntos internacionais para as classes adiantadas de *EMBA. Romanoff reside em Shanghai e está, actualmente, a escrever uma série de dez livros, geralmente relacionados com a China e com o Ocidente. Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com. É colaborador frequente do site Global Research.
EMBA = Executive Master of Business Administration (EMBA). O Mestrado Executivo em Administração de Empresas (EMBA) é um programa de graduação universitária direccionado, especificamente, a executivos e gerentes empresariais que já estão inseridos no mercado de trabalho.
 Notas

(3) Science; Jon Cohen; Jan. 26, 2020

A fonte original deste artigo é o site Global Research
Copyright © Larry Romanoff, Global Research, 2020 

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: Moon of Shanghai